O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, na região sul de Goiás, completa 40 dias nesta segunda-feira (26). O caso ganhou repercussão pela forma repentina e inexplicável que ela desapareceu (veja o vídeo abaixo), e o mistério continua trazendo angústia à família e amigos, que aguardam respostas. A Polícia Civil montou uma força-tarefa para solucionar o caso. Com informações do g1.

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Uma das dificuldades para avançar na investigação, segundo a polícia, é a quantidade de saídas e entradas no prédio. A corporação também aguarda a perícia do gravador das câmeras de segurança do local.

Daiane sumiu no subsolo do prédio

Daiane foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da cidade, dia 17 de dezembro. Ao g1, a mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, contou que no dia do desaparecimento, Daiane foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz.

Imagens de câmeras de segurança que viralizaram nas redes sociais mostram Daiane no elevador pouco antes de desaparecer, por volta das 19h. Ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para uma amiga, sai em seguida e não retorna mais.

— A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela — disse a mãe.

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Veja o momento em que Daiane desaparece

Ao g1, Nilse relatou que a última imagem mostra a filha gravando um vídeo que sequer chegou a ser enviado à amiga, como se a gravação tivesse sido interrompida de forma repentina.

Assista aos vídeos que Daiane enviou à amiga

Outro fato que intriga a família é que a porta do apartamento da corretora foi deixada aberta por ela, mas foi encontrada trancada posteriormente pela família.

— É um mistério — diz ela.

A mãe revelou ainda que Daiane tinha um histórico de desavença com vizinhos, que incluiu processos na justiça.

Polícia analisa estrutura do prédio

O delegado responsável pela investigação, André Luiz Barbosa, contou que o número de saídas no prédio em que ela desapareceu dificulta o trabalho da polícia.

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— É um condomínio de vários blocos, mas cada bloco tem uma administração própria, uma entrada própria. Isso tem trazido toda essa dinâmica para a situação de apurar todas essas possibilidades para que a gente tenha uma resposta — disse.

Segundo o delegado, a Polícia Civil analisa toda a estrutura do prédio.

— Estar no local, avaliar o prédio foi para que a gente pudesse entender e subsidiar as diligências em andamento — afirmou.

Gravador de câmeras de segurança passa por perícia

A família informou ao g1 que não há imagens da mulher deixando o prédio e nem voltando ao apartamento, o que aumenta o mistério sobre a sua localização.

Segundo a polícia, o gravador de câmeras de segurança do prédio foi levado para passar pela perícia.

— O DVR foi apreendido para a gente certificar se não houve nenhum tipo de adulteração e, se houve, qual foi e em que momento foi, se existiam imagens que poderiam estar perdidas e que não tenham sido passadas para a Polícia Civil — contou o investigador.

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Polícia recolheu amostras de DNA, diz família

A polícia recolheu também os objetos pessoais que estavam no apartamento da corretora. A mãe dela disse que uma escova de cabelo da filha foi levada para realizar análise de DNA.

— O notebook dela já está nas mãos da polícia desde o início da investigação e não nos devolveram ainda — afirmou.

A irmã de Daiane, Fernanda Alves, disse que as amostras de DNA são para montar informações para o banco de dados.

— O que foi passado para a gente, é que eles estariam buscando amostras de DNA, não que tivessem encontrado alguma coisa, mas sim para montar informações para o banco de dados — afirma.

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“Todas as hipóteses são possíveis”

A família também informou ao g1 que a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas e não houve mais sinal no celular dela.

— Todas as hipóteses são possíveis. A gente trabalha desde que a hipótese de que Daiane possa ter deixado o prédio por vontade própria, como já aconteceu em outros casos de que não havia indícios de que a pessoa queria desaparecer, e ela foi encontrada posteriormente. Trabalhamos com a hipótese dela ter sido levada para outro local e morta, devido ao lapso temporal que ela não tem contato com a família — explicou o delegado André Luiz Barbosa.