Os superesportivos de luxo sempre foram almejados por muitos amantes do universo dos automóveis. E por um tempo, pareceu que o Brasil teria seus próprios carrões nacionais para competir com as grandes montadoras estrangeiras. Mas por algum motivo — ou por vários — projetos vistos como promissores não deslancharam. Uma reportagem do UOL elencou cinco carros nacionais que nunca chegaram às concessionárias. Entre eles, um que prometia ser fabricado em Blumenau.
O Vorax foi apresentado em grande estilo durante um evento no Restaurante Moinho do Vale em 9 de dezembro de 2010 e prometia ser um marco para a indústria automobilística nacional. Não à toa, o evento na terceira maior cidade de Santa Catarina reuniu lideranças políticas e empresariais que viviam a expectativa de a cidade abrigar uma fábrica do carrão de luxo. Estava tudo alinhado, inclusive com terreno definido, o investimento era dado como certo. Mas o projeto nunca saiu do papel.
Um dos poucos exemplares que chegou a ser produzido passou anos empoeirado na garagem de uma residência às margens da BR-470, em Ascurra, no Vale do Itajaí.
Confira fotos dos superesportivos que nunca chegaram às lojas
Rossin-Bertin Vorax
Apresentado no Salão do Automóvel de 2010 com muita pompa e um estande próprio, a proposta do Vorax era um esportivo com linhas agressivas e planos de produção nacional. Na época, os responsáveis diziam que o carro chegaria ao mercado em 2012 equipado com motor V10 de duas gerações atrás do M5, com 570 cv de potência e câmbio automático, além de tração traseira.
DoniRosset
Anunciado em 2012, o modelo foi projetado pelo estúdio Amoritz GT e prometia colocar o Brasil no cenário de carros esportivos. O projeto teria consumido mais de 35 mil horas de desenvolvimento e era inspirado, por assim dizer, no McLaren F1, já que viria com três assentos, sendo o do motorista central. A mecânica teria motor V10 8.4 do Dodge Viper. O valor estimado na época era de R$ 2 milhões.
Obvio
O Obvio! foi concebido em 2002 para ser um minicarro com mecânica Volkswagen, a ser vendido pela internet. Isso nunca aconteceu e, em 2014, o projeto foi anunciado novamente com um ajuste: o motor seria elétrico e o carro seria colocado no mercado na modalidade de compartilhamento. A ideia parecia boa e inovadora para a época, contudo, também nunca saiu do papel.
San Vito S1
A proposta era um esportivo conversível de dois lugares, que foi apresentado em 2009, porém não saiu do status de protótipo. Segundo o UOL, ele teve apenas um exemplar produzido, que pertence ao criador, Vito Simone. O San Vito S1 seria de motor 1.8 turbo a etanol, com 150 cv, acoplado ao câmbio manual de cinco marchas, com tração traseira. A carroceria seria de fibra de vidro e o chassi, tubular.
Lobini H1
Surgiu com pompa no Salão do Automóvel de 2002, com o mesmo motor 1.8 turbo de 180 cv que equipava A3 e Golf GTI na época. O carro é o único dessa lista que chegou a ser vendido ao consumidor, mas o público era limitado. Para encomendar um exemplar, o cliente pagava até 70% do veículo como sinal e só então ele começava a ser produzido, sempre sob encomenda. O carro saiu de linha oficialmente em 2013 por causa da obrigatoriedade de airbags e ABS. Apenas 70 unidades foram fabricadas.
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