O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) já começou a implementar a troca da insulina NPH pela glargina para alguns pacientes dos estados do Paraná, Paraíba, Amapá e Distrito Federal.

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O projeto piloto prevê a troca do tipo de insulina para pacientes com diabetes tipo 1 que sejam crianças ou adolescentes de até 17 anos e para pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 com mais de 80 anos.

Afinal, qual a diferença entre os dois tipos de insulina e como essa mudança altera a rotina de quem faz uso do medicamento? O NSC Total traz alguns estudos que mostram essa diferença e os benefícios da troca.

A diferença entre insulina NPH e glargina

Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que a insulina NPH (intermediária) e a glargina (análoga basal de longa ação) são diferentes na duração, perfil de absorção e incidência de hipoglicemia.

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A glargina tem uma ação mais estável, com isso o paciente sofre menor risco de hipoglicemia noturna. Enquanto a NPH tem pico de ação de 4 a 10 horas e duração de 12 a 18 horas, a glargina tem liberação de mais de 21 horas permitindo dose única diária ou duas para alguns tipos de pacientes.

O que muda na rotina dos pacientes

A principal mudança é na forma de aplicação. Enquanto a insulina NPH exige homogeneização antes da aplicação, a glargina não exige esse preparo. No primeiro tipo, a pessoa precisa movimentar o frasco até que o líquido fique homogêneo.

Outra mudança é no horário de aplicação. Quem aplica a NPH tem que fazer isso em horários rígidos, alinhando picos da insulina com horário das refeições. Mesmo assim, os médicos recomendam que a glargina seja aplicada no mesmo horário fixo diário.

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