nsc
an

Segurança

Suspeito de integrar milícia do Capitão Adriano é preso em Joinville

A investigação ocorre no Rio de Janeiro a partir dos crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro, que levavam também a mortes por encomenda e grilagem de terras

24/03/2021 - 08h42 - Atualizada em: 24/03/2021 - 09h02

Compartilhe

Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra adriano de nóbrega
O capitão Adriano de Nóbrega foi morto em 2020 após entrar em confronto com a polícia
(Foto: )

Foi preso em Joinville um dos suspeitos de integrar um grupo chefiado pelo miliciano Adriano da Nóbrega, o Capitão Adriano, do Rio de Janeiro. Daniel Haddad Bittencourt Fernandes Leal era considerado foragido da Justiça. Ele foi detido na tarde de terça-feira (23) em Joinville. As informações são do Ministério Público do Rio de Janeiro ao portal G1. 

> Quer receber notícias de Joinville e Norte de SC por WhatsApp? Clique aqui

A prisão foi feita pela equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Joinville, em apoio ao MP do Rio de Janeiro.

Os promotores de Justiça chegaram a Daniel após identificarem um morador de Joinville que é parente da mulher dele. Ela também foi denunciada como suspeita de integrar o grupo criminoso. Contra a mulher, no entanto, não há mandado de prisão.

> SC tem 90 mil cirurgias eletivas à espera, alerta secretário

O MPRJ informou que o juízo que expediu o mandado de prisão contra Daniel também deverá determinar a transferência dele para o Rio de Janeiro. Segundo a denúncia do Ministério Público após investigação do Gaeco, Daniel Haddad Leal atuava como "laranja" em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que beneficiava Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro de 2020, na Bahia.

Escritório do Crime

As investigações apontaram que Daniel se reportava à companheira de Adriano, Julia Emilia Mello Lotufo, prestando contas a ela sobre os valores que pertenceriam ao miliciano. A Operação Gárgula foi deflagrada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (22). O objetivo é prender os acusados de lavar dinheiro e movimentar recursos ilegais do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega.

Segundo o Minitério Público, Adriano chefiava a milícia de Rio das Pedras e fazia parte do consórcio de matadores de aluguel conhecido como "Escritório do Crime".

A equipe de jornalismo da TV Globo apurou que constam restaurantes, postos de gasolina, terrenos e imóveis no espólio de Adriano, além de gado, cavalos de raça e carros. As investigações mostraram que estes bens foram adquiridos com a lavagem de dinheiro de atividades criminosas como mortes por encomenda, construções ilegais, agiotagem, caça-níqueis, grilagem de terras e cobrança de ágio na água e no gás.

A viúva de Adriano foi alvo de um dos três mandados de prisão expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada do Rio de Janeiro. Ela está foragida. No total, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público. O Gaeco tenta cumprir 27 pedidos de busca e apreensão, dois deles contra os irmãos de Adriano. 

Colunistas