Suspeito que escondeu corpo em mala atraía mulheres com perfis falsos e imagens de IA

Crime é tratado como feminicídio, já que a vítima era namorada do publicitário de 66 anos

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Tórax de mulher foi encontrado em uma mala deixada em uma rodoviária de Porto Alegre (Foto: Daer, Reprodução)

Tórax de mulher foi encontrado em uma mala deixada em uma rodoviária de Porto Alegre (Foto: Daer, Reprodução)

O publicitário de 66 anos suspeito de ter deixado uma mala com o tronco de uma mulher dentro de um guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atraia mulheres nas redes sociais com perfis falsos e ajuda de inteligência artificial, de acordo com a Polícia Civil. O homem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (5).

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Segundo o delegado Mario Souza, o suspeito se passava por “um jovem de 20 e poucos anos, que fazia esportes radicais, uma vida muito bonita para quem olha na rede social”. Agora, a polícia vai pedir à Justiça que os sigilos telefônicos do suspeito sejam quebrados, para entender se há outras vítimas.

Na mala, havia o tórax de uma mulher. Cerca de uma semana depois, braços e pernas foram encontrados em sacolas de lixo na Zona Leste da capital gaúcha. O Instituto-Geral de Perícias confirmou que se tratava da mesma pessoa, tanto na mala, quanto nas sacolas.

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O homem foi preso depois de ter sido identificado de imagens de câmeras de segurança. Ele já havia sido condenado a 28 anos em 2018 pelo assassinato da própria mãe, além de ter concretado o corpo dela no armário de um apartamento na capital gaúcha, três anos antes. Ele conseguiu progressão para o regime semiaberto no ano passado, mas atualmente estava foragido.

De acordo com o delegado, o homem é “é extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente”. Ele foi descrito pela Polícia Civil como um “psicopata”.

A motivação do crime seria financeira, conforme a investigação. Isso porque ele teria tentado utilizar cartões de crédito da vítima.

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Quem era a vítima

A mulher tinha 65 anos e era namorada de Ricardo, razão pela qual o crime é tratado como feminicídio. Ela morava em Porto Alegre e trabalhava como manicure.

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Crânio ainda não foi encontrado

Segundo a polícia, também há a possibilidade de que seja feito “um terceiro ato”, já que o crânio da vítima ainda não foi localizado. Por isso, o delegado afirmou que a investigação prioriza a localização do suspeito para evitar que novas ações sejam feitas.

— Talvez o crânio seja o terceiro e último ato. O que nós queremos é prendê-lo antes disso. É uma pessoa perigosa, com capacidade de cometer crimes considerável, e que precisa ser retirada urgentemente de circulação — afirmou.

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*As informações são do g1 e da GZH

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