A sustentabilidade e o meio ambiente são citados por apenas um em cada 10 estudantes de Santa Catarina. Dessa forma, estão entre os conteúdos menos valorizados por adolescentes. O dado faz parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, feito pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com as entidades Consed, Undime e Itaú Social.

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As áreas de sustentabilidade e meio ambiente foram citadas por 9% dos estudantes de 8º e 9º ano das séries finais do Ensino Fundamental de escolas de Santa Catarina e por 11% dos alunos dos 6º e 7º anos. A pergunta questionava quais temas os ajudariam mais a se desenvolver para a vida.

As disciplinas tradicionais, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, aparecem entre as principais preocupações dos estudantes sobre a formação, com quase metade das respostas. Tópicos como esportes e bem-estar (43%) e educação financeira (38%) também apareceram com mais incidência nos dois grupos pesquisados no Estado.

A área de cidadania e política é a que aparece com menor quantidade de escolha como prioridade dos alunos para suas formações, com 6% (entre estudantes de 6º e 7º ano) e 8% (8º e 9º anos).
O relatório ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais em todo o país, em maio de 2024. Em Santa Catarina, foram ouvidos 48,5 mil estudantes.

Currículo integrado

O coordenador de Desenvolvimento e Estudos do Itaú Social, Alexandre Moreira, avalia que a escuta mostrou que os jovens buscam ferramentas para a vida.

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— Se a sustentabilidade não apareceu no topo, é porque ainda não conseguimos mostrar, na sala de
aula, que ela é um instrumento essencial para o século XXI. A responsabilidade não é do estudante se interessar espontaneamente, mas nossa, enquanto educadores, de criar um currículo em que matemática, ciências e meio ambiente andem juntos para resolver problemas reais — afirmou.

Educação ambiente no Plano Nacional

A área de Educação Ambiental ganhou metas específicas no novo Plano Nacional da Educação (PNE). O planejamento prevê a elaboração de atividades sobre esse tema em todas as redes e níveis de ensino, com ênfase especial nas questões climáticas. Entre as definições estão a universalização de ambientes com conforto térmico nas escolas e planos de prevenção e adaptação às mudanças do clima.

Em diferentes regiões do país, iniciativas como robôs criados a partir de lixo eletrônico e hortas hidropônicas estudantis são exemplos de ações que buscam inserir a sustentabilidade e o meio ambiente como prioridade entre as atividades de ensino e os estudantes.