Suzane von Richthofen voltou à mesma delegacia em São Paulo que registrou o assassinato de seus pais em 2002 nesta semana, dessa vez para tentar liberar o corpo de Miguel Abdalla Netto, seu tio materno encontrado morto em casa na tarde da última sexta-feira (9) em Campo Belo. A causa da morte ainda não confirmada pelo laudo pericial, mas a principal hipótese é de morte natural, apesar da Polícia Civil investigar o caso como morte suspeita. As informações são do g1.
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Entretanto, apesar de comparecer ao local na presença de seu advogado, Suzane não conseguiu liberar o corpo. Isso porque uma prima dele já havia feito isso. Suzane se apresentou como Suzane Louise Magnani Muniz, nome que passou a usar após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, e como sobrinha de Miguel no 27º Distrito Policial (DP) entre domingo (11) e segunda-feira (12).
A responsável pela liberação do corpo foi a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani, de 69 anos, que foi à delegacia um dia antes de Suzane e teve autorização para que o corpo fosse retirado do Instituto Médico Legal (IML) Central. No domingo, o corpo já havia sido levado por um serviço funerário até um cemitério.
Miguel foi encontrado morto
Miguel tinha 76 anos e morava sozinho. Ele também não era casado e não tinha filho. O médico foi responsável por ser tutor do irmão de Suzane, Andreas von Richthofen, desde os 15 anos, após a morte de Manfred Albert e Marísia von Richthofen.
Andreas, no entanto, não foi até à delegacia para tentar liberar o corpo do tio.
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O que diz a SSP
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que “o corpo foi liberado para fins de inumação a uma prima da vítima, que compareceu à unidade policial e se identificou como parente mais próxima.”
Depois, “outra parente também esteve no distrito policial solicitando a liberação do corpo, porém o pedido foi indeferido, uma vez que a liberação já havia sido realizada anteriormente.”
Relembre o crime de Suzane
Manfred, de 49 anos, e Marísia, de 50, foram encontrados mortos na casa em que moravam, em Campo Belo. Suzane, Daniel Cravinhos, namorado de Suzane na época, e o irmão dele, Cristian, tentaram simular um latrocínio, mas a investigação descobriu que Suzane havia mandado Daniel e Cristian matarem os pais dela com golpes de barras de ferro.
A investigação também apontou que os pais dela se opunham ao namoro e, portanto, esse seria o motivo do assassinato, além do interessa na herança. No dia 31 de outubro de 2002, quando o crime aconteceu, Andreas não estava em casa.
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Hoje, Suzane, Daniel e Cristian cumprem penas em regime aberto.









