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Ginástica Rítmica

"Talento e muita vontade", diz ex-treinadora de medalhista de ouro no Pan

Beatriz Linhares da Silva, de Florianópolis, também ganhou dois bronzes em Lima

06/08/2019 - 12h32 - Atualizada em: 06/08/2019 - 13h44

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Leandro
Por Leandro Lessa
Beatriz Linhares da Silva (centro) comemora ouro na ginástica rítmica no Pan de Lima
Beatriz Linhares da Silva (centro) comemora ouro na ginástica rítmica no Pan de Lima
(Foto: )

Desde os oito anos de idade, Beatriz Linhares da Silva já mostrava talento e muita vontade para ser um destaque na ginástica rítmica. O sonho de chegar à seleção brasileira veio este ano e, logo depois, virou titular da equipe. Em pouco tempo, a atleta de apenas 16 anos, nascida em Florianópolis, já possui um ouro nos Jogos Pan-Americanos. É mais uma medalha catarinense na competição continental realizada no Peru.

Bia faz parte da equipe que subiu no lugar mais alto do pódio no último evento da modalidade, realizado nesta segunda-feira (5). A prova mista (três arcos e dois pares de maças) deu o primeiro e único ouro da ginástica rítmica ao Brasil em Lima. O time ainda ganhou uma prata e três bronzes – duas também com a participação da atleta catarinense, no conjunto geral e no conjunto cinco bolas.

Antes de começar a preparação em Aracaju (SE) com outras meninas do grupo principal, Bia era treinada desde o início da carreira por Maria Helena Kraeski, da Adiee/Udesc/FME. Agora, sob o comando da técnica de conjunto da seleção, Camila Ferezin, a expectativa da ginasta manezinha é pelo Mundial, no próximo mês, no Azerbaijão, e a disputa para conseguir a vaga olímpica em Tóquio-2020.

– A Bia já vinha sendo monitorada há algum tempo. No final do ano passado, quando ela chegou à categoria adulto, foi chamada para uma avaliação junto à seleção brasileira. Acabou indo treinar com a equipe principal. Ela teve um problema de adaptação no início, por ser muito jovem. Porém, alguns meses depois, já estava como titular – lembrou a ex-treinadora de Beatriz.

Ouça a entrevista completa com Maria Helena Kraeski:

A equipe da Adiee treina no Instituto Estadual de Educação. O time já preparou nomes como a florianopolitana Luisa Matsuo, seis vezes ouro em Pans, e a também medalhista Bianca Maia Mendonça. Além do apoio da Udesc e do governo catarinense, o projeto recebe R$ 13 mil da Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis. Porém, o gasto com cada evento fica entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

– Cada campeonato é uma luta para ter recursos e poder participar – lamenta Maria Helena, acreditando que uma política esportiva mais forte e maior apoio da iniciativa privada seriam fundamentais para valorizar os atletas de hoje e as futuras gerações.

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