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    Taxa de isolamento em SC cai e é uma das três menores do Sul e Sudeste

    Número ficou entre 39% e 40% entre segunda e quinta-feira. Governo diz que redução do distanciamento pode elevar incidência do vírus no Estado 

    15/05/2020 - 18h32 - Atualizada em: 15/05/2020 - 18h46

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    Por Jean Laurindo
    Centro de Florianópolis registra maior movimentação
    Centro de Florianópolis registra maior movimentação
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    Santa Catarina registrou esta semana uma das três piores taxas de isolamento social entre os Estados do Sul e Sudeste. Na segunda (11) e na terça-feira (12), SC teve respectivamente 39% e 39,2% da população cumprindo as medidas de distanciamento e permanecendo em casa. Na segunda, SC só ficou à frente do Paraná e, na terça, dividiu com os paranaenses o menor índice de distanciamento nas duas regiões.

    Na quarta, o Estado teve uma leve alta, chegando a 40% e ficando acima do Paraná e também de Minas Gerais, mas nessa quinta-feira o isolamento em SC voltou a cair para 39,1, o mesmo índice dos mineiros, superando somente o Paraná.

    Os números são do monitoramento feito pela empresa In Loco, com base em telefones celulares da população. Segundo o estudo, ao longo desta semana SC também ficou abaixo da média nacional, que ficou na casa de 43% entre segunda e quinta-feira.

    Estado tinha sétima menor taxa do país nessa quinta-feira

    Na quinta-feira, SC teve a sétima pior taxa de isolamento do país
    Na quinta-feira, SC teve a sétima pior taxa de isolamento do país
    (Foto: )

    No ranking diário com todos os Estados do país feito quinta terça-feira, SC tinha o sétimo pior índice de isolamento social, com 39,1% de adesão. A lista desta quinta era liderada por Acre, Ceará e Amapá, Estados onde já há altos números de contaminação pelo novo coronavírus.

    Na terça, o Estado chegou a ter a quinta pior taxa do país, com 39,2%. O Estado ficava à frente apenas de Paraná, Mato Grosso, Tocantins e Goiás.

    Desde o início de maio, a taxa de distanciamento tem diminuído em SC. Na quinta-feira da última semana, em 8 de maio, o Estado registrou o dia com menor adesão ao isolamento desde o início da pandemia, com apenas 37,6%. Na última semana, em cinco dos sete dias o Estado ficou abaixo dos 40% no percentual de isolamento – o Estado considera que o mínimo aceitável seria 50%.

    A situação só melhora nos fins de semana. No último domingo (10), por exemplo, o Estado teve 45,5% de adesão ao isolamento. Ainda assim, o número foi novamente a terceira menor média entre os Estados do Sul e Sudeste. Nos primeiros dias de maio, que coincidiram com o feriado prolongo do Dia do Trabalhador, o isolamento havia sido maior, acima dos 50%.

    Estado reforça alerta para manter o isolamento

    A redução do índice de isolamento tem preocupado também as autoridades de saúde. Na entrevista coletiva de terça-feira (12), o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, considerou o índice daquele dia, de 39%, preocupante.

    – Se nós não tomarmos algumas atitudes, esse índice pode fazer com que a taxa de incidência do vírus no nosso Estado aumente, comprometendo as estruturas já postas. Ainda estamos em um cenário tranquilo, são 75 dias desde o início da pandemia, mas se o nosso índice de isolamento social não se adequar a gente talvez passe por algumas dificuldades – afirmou.

    Na quarta-feira, o titular da Saúde de SC voltou a manifestar preocupação com a diminuição do isolamento, pedindo que as pessoas não entendam isso como uma volta à normalidade e mantenham as medidas adotadas desde 17 de março, quando iniciou o distanciamento social em SC.

    O governador Carlos Moisés, que nesta quinta chegou a postar no Twitter uma preocupação com a taxa de isolamento de 40%, reforçou o alerta na coletiva da quarta:

    – A gente observa que mesmo com a retomada das atividades continuamos com bons números. Daqui para a frente, se flexibilizarmos os cuidados com os mais vulneráveis, poderemos ter um agravamento da crise, somado a isso a questão das baixas temperaturas, sabendo que hospitais normalmente já recebem uma demanda de crianças, pessoas que têm bronquite e síndrome respiratória. O momento é de cuidado e de não relaxar – afirmou.

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