A implantação de um sistema de reconhecimento facial para controle de acesso deve marcar uma nova fase da Ilha do Mel, no Litoral do Paraná. A medida, prevista para entrar em vigor no primeiro semestre de 2026, integra um conjunto de ações voltado à preservação ambiental e à organização do fluxo turístico.

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O novo modelo vai permitir identificar, em tempo real, quantas pessoas estão na ilha. A região tem um limite máximo de 11 mil pessoas, somando moradores e turistas. O controle será feito por meio de um cadastro obrigatório, com validação facial na entrada e na saída, utilizando catracas e totens digitais.

Veja fotos da Ilha do Mel

— A Ilha do Mel é uma preciosidade do ponto de vista ambiental e turístico. Existe uma preocupação de cada vez mais estruturá-la para fazer um bom receptivo e que seja boa para quem ali reside. O controle de acesso é uma necessidade, pois dará mais segurança, com reconhecimento facial, cadastro de moradores e visitantes, trazendo benefícios para quem vai à ilha ou vive nela — destaca o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza.

O sistema funcionará por meio de um aplicativo e de totens instalados nos pontos de embarque, em Pontal do Sul e Paranaguá, e nos locais de desembarque, nas comunidades de Nova Brasília e Encantadas. O visitante fará o cadastro, comprará o ticket de acesso e terá a permanência autorizada.

— Isso é importante para que seja possível controlar o número de visitantes e, também, porque com a chegada do saneamento, precisamos ter um número máximo de pessoas na ilha para que o sistema suporte a demanda — explica a coordenadora da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), Rhayane Radomski.

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Ela ainda explica que o turista poderá permanecer pelo período que desejar pagando o valor correspondente.

Moradores e profissionais liberais que atuam na ilha também vão passar por cadastro, mas terão isenção da taxa. Segundo a coordenadora da Unadim, a medida é essencial para conciliar turismo e preservação ambiental.

Tecnologia aliada ao saneamento

O controle por reconhecimento facial é fundamental para que a implantação do saneamento, outra ação em andamento na Ilha do Mel, ocorra de forma adequada, garantindo que o sistema suporte com qualidade moradores e turista. Considerada uma demanda histórica, a obra começou a ser executada após a emissão das licenças ambientais pelo IAT e deve ser concluída até dezembro deste ano.

Com investimento de cerca de R$ 30 milhões, da concessionária Paranaguá Saneamento, o sistema contará com aproximadamente dez quilômetros de rede em toda a área habitada da ilha, com o sistema composto por duas estações de tratamento e dez estações elevatórias de esgoto, sendo três em Brasília e sete em Encantadas.

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