Cerca de 13 novos municípios catarinenses devem ser incluídos na cobertura do sistema antigranizo do Estado. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.
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Atualmente, o sistema funciona em 13 municípios: Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Neste ano, a tecnologia, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras, deve ser implantada em 13 outras cidades, com investimento estimado de aproximadamente R$ 12 milhões.
Quais cidades devem receber o sistema
Ainda neste ano, a implantação e operacionalização do sistema deverá acontecer em:
- São Joaquim;
- Bom Jardim da Serra;
- Atalanta;
- Aurora;
- Chapadão do Lageado;
- Imbuia;
- Ituporanga;
- Vidal Ramos;
- Petrolândia;
- Lacerdópolis;
- Presidente Castello Branco;
- Iomerê;
- Joaçaba.
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— Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses— destaca Admir Dalla Cort, secretário de Estado da Agricultura e Pecuária.
O investimento estimado para a expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões. Além disso, os valores de manutenção para os municípios já atendidos também deverão ser atualizados.
Só em 2025, cerca de R$ 2,2 milhões em convênios foram repassados aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.
Como funciona o sistema
Criado em 1989, o sistema antigranizo utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo da tecnologia é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.
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— O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido— explica o João Luís Rolim, meteorologista e diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.
O método começou voltado à produção da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, a expansão para outras culturas e municípios foi realizada, inicialmente para o tomate em Caçador, no oeste do Estado.
Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição da área atingida e no tamanho das pedras de granizo.

