Foi dada a largada ao período de reprodução das baleias-francas no litoral catarinense. O primeiro filhote da espécie foi registrado na manhã desta terça-feira (16), na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba.

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O avistamento foi feito pela equipe do Projeto Franca Austral (ProFRANCA), realizado pelo Instituto Australis em parceria com a Petrobras. A praia onde o registro ocorreu está localizada em frente à sede do projeto, próximo ao Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca.

Primeiro filhote de baleia-franca da temporada 2026

O filhote é pequeno e apresenta características típicas de um recém-nascido. A equipe foi informada pelo pescador Cristiano, parceiro do projeto, que comunicou os pesquisadores após avistar a dupla de mãe e filhote no mar.

A temporada reprodutiva das baleias-francas no litoral brasileiro geralmente ocorre entre julho e novembro, com pico de avistagens nos meses de agosto e setembro. Em alguns anos, porém, os primeiros registros acontecem mais cedo. Foi o que ocorreu em 2024 e 2025, tendência que volta a se repetir em 2026, reforçando a importância do litoral catarinense como área de reprodução da espécie.

Para Kevin Christmann, coordenador de Monitoramento Aéreo Remoto do ProFRANCA, o primeiro registro da temporada é um momento importante para os pesquisadores e para a conservação da espécie.

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“É sempre um momento muito significativo para nós, pesquisadores, no trabalho da conservação da baleia-franca, pois mostra que elas estão vindo para o nosso litoral em boas condições para reprodução, além de ressaltar a importância do uso da área para o seu ciclo de vida”, afirma.

Segundo ele, cada nascimento representa um avanço na recuperação populacional das baleias-francas. “A cada novo filhote registrado, observamos um avanço na recuperação populacional da espécie e o sucesso das ações de monitoramento e proteção desenvolvidas ao longo dos anos”, completa.

O litoral sul de Santa Catarina é reconhecido como um dos principais berçários da espécie. A baleia-franca é a única espécie de baleia que se reproduz em águas brasileiras e ainda se encontra ameaçada de extinção.

“O nascimento de cada filhote nos alegra, pois reflete a recuperação populacional”, destaca Karina Groch, diretora do ProFRANCA e do Instituto Australis.

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O local onde o filhote foi avistado está entre as enseadas com maior incidência de baleias-francas dentro da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, sendo considerado estratégico para a conservação da espécie.

Realizado pelo Instituto Australis em parceria com a Petrobras, o Projeto Franca Austral atua no monitoramento e na pesquisa científica da espécie, desenvolvendo linhas de pesquisa que unem ciência e cidadania. A equipe segue acompanhando de perto os movimentos das baleias ao longo da temporada.

Quem deseja acompanhar a temporada 2026 e contribuir para a conservação das baleias-francas pode utilizar o aplicativo ProFRANCA, disponível gratuitamente para Android e iOS. Por meio da ferramenta, qualquer pessoa pode registrar avistagens e informar a localização dos animais de forma simples e rápida.

Durante o período de monitoramento diário das baleias-francas, entre agosto e novembro, a equipe do ProFRANCA realiza o registro sistemático das avistagens. Essas informações, somadas às contribuições do público, ajudam a ampliar o conhecimento sobre os pontos de ocorrência da espécie no litoral brasileiro.

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Entenda como funciona o monitoramento de baleias-francas

Quem deseja conhecer mais sobre a baleia-franca e ter a possibilidade de observá-la de perto pode visitar o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, localizado na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba. O espaço de educação ambiental oferece visitas guiadas gratuitas sobre a espécie. Durante a temporada, o deck de observação, equipado com luneta para visualização dos animais, fica aberto à visitação. A entrada é gratuita e aberta ao público.

Na temporada reprodutiva de 2025, o principal sobrevoo realizado pela SCPar Porto de Imbituba em parceria com o ProFRANCA/Instituto Australis registrou 185 baleias-francas entre Florianópolis e o litoral norte do Rio Grande do Sul. O número é superior à média histórica de aproximadamente 130 baleias observadas no auge da temporada e mantém a tendência de altas concentrações registrada desde 2022.

Entre os destaques da temporada esteve a concentração inédita de pelo menos 30 baleias na enseada da Pinheira, em Palhoça. Já o trecho entre a Pinheira e a Praia da Ribanceira, em Imbituba, reuniu cerca de 100 animais, representando a maior concentração observada ao longo da costa.

A temporada também marcou o retorno de baleias já conhecidas pelos pesquisadores, como Zimba, Sloughy e Sunset, monitoradas há mais de duas décadas no litoral catarinense.

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Confira imagens da mamãe e do filhote