Uma casa antiga não precisa, necessariamente, ficar obsoleta. Ainda que construções antigas se tornem inutilizadas, ou com tecnologias ultrapassadas, é possível encontrar soluções para revitalizar e valorizar a história que envolve essas antigas paredes. E, como resultado de um processo de revitalização, encontra-se um projeto muito mais prático, bonito, sustentável e útil para o mercado imobiliário, o que faz parte das principais tendências da arquitetura e torna a prática bem-vinda.

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Foi este cenário que a arquiteta Bruna Sposito avaliou quando recebeu o desafio de aproveitar uma história construída há 20 anos. A revitalização de um imóvel localizado na serra catarinense passou por uma transformação que preservou a memória da família e agregou necessidades num novo momento.  

– Fizemos uma ampliação da casa existente, que era do avô do proprietário. Por meio deste aproveitamento, promovemos um encontro do passado com o presente – diz a arquiteta Bruna. 

Mantendo o original 

Enquanto alguns preferem introduzir estruturas completamente novas, a arquiteta optou por celebrar parte da estrutura já existente, que serviu de base para a construção atual. Neste caso, ela aproveitou o volume em madeira e adicionou setores feitos em concreto. A casa passou de 80 m² para 250 m².

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A arquiteta optou por celebrar parte da estrutura já existente (Foto: Débora Junk)

O projeto manteve a casa original dentro das possibilidades de ampliação, criou um volume que atendesse às novas necessidades, mas que conversasse com o passado e com a exuberante vegetação do terreno, que também possui um lago.

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Bruna optou por materiais diferentes que marcassem a intervenção e o novo layout

– Foi mantido todo o andar superior, demolimos a fachada inferior da casa e a antiga suíte principal. Onde antes era a cozinha criamos uma suíte, a antiga lavanderia passou a ser o hall de entrada da casa e atualmente colocamos essa parte de serviço voltada para a garagem, com fechamento em painéis ripados e aberturas para ventilação – explica a arquiteta.

Bruna Sposito optou por mobiliário e detalhes em madeira de diferentes tons (Foto: Débora Junk)

Para relembrar a configuração original da casa do avô, principalmente nos móveis mais escuros, a arquiteta optou por mobiliário e detalhes em madeira de diferentes tons que aparecem em diversos detalhes do projeto, sobretudo no aparador, na cristaleira e na mesa de jantar

– Com madeira e pontos focais mais escuros, conseguimos dar uma sensação de aconchego – ressalta a profissional.

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Retrofit

Essa proposta de atualizar um imóvel, levando em consideração a história e a originalidade do projeto, é uma das principais tendências da arquitetura em 2023. A técnica, conhecida como Retrofit, propõe um meio-termo entre reforma e restauração, mantendo diversas características dos imóveis, mas renovando e incluindo novas tecnologias.

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A tendência tem um forte apelo sustentável, com gestão de resíduos e reaproveitamento das matérias, além de atualizar as instalações elétricas e hidráulicas, que impactam positivamente na redução de consumo.

Assim, um projeto bem pensado consegue integrar os ambientes preservando todo o charme que uma casa antiga merece, apostando na modernidade para garantir qualidade de vida aos moradores.

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