Os lotes de luxo alvos de uma fraude em Jurerê Internacional, em Florianópolis, foram vendidos sem que as vítimas soubessem, de acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina. A fraude foi revelada nesta quarta-feira (15) em uma ação da polícia catarinense, que prendeu quatro pessoas em Fortaleza e Roraima até o início da tarde desta quinta.

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Ao todo, cinco terrenos foram negociados de modo fraudulento. Segundo o delegado da DCE/DIC Capital, Osmar Carraro Júnior, tudo começou com um o hackeamento da conta Gov.br de uma pessoa proprietária de um dos terrenos. A partir do acesso fraudulento pelos golpistas, a vítima foi incluída no quadro social de uma empresa “fantasma”.

Depois, uma nova alteração foi feita e o terreno da vítima foi incluído como parte do capital social da empresa. A partir disso, o terreno foi vendido para uma terceira pessoa, em tese de boa fé. O prejuízo causado às vítimas e ao setor imobiliário chega a R$ 12 milhões.

Outros quatro terrenos também foram negociados a partir de uma procuração falsificada oriunda do cartório de Pacatuba, no Ceará. O cartório também é investigado, segundo a Polícia Civil.

Conforme a investigação, os lotes eram oferecidos por valores abaixo do mercado para atrair compradores. Assim que o pagamento era feito, o dinheiro era espalhado em contas de diversas pessoas, conhecidas como “laranjas”, para esconder o rastro financeiro e impedir que os valores fossem recuperados.

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A investigação contou com o suporte do Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com a colaboração das Polícias Civis do Amazonas, Ceará, Maranhão, Goiás e Roraima. Ao todo, foram cumpridos de 10 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão em sete municípios:

  • Boa Vista, em Roraima;
  • Brejo de Areia, no Maranhão;
  • Caucaia, no Ceará;
  • Fortaleza, no Ceará;
  • Manaus, no Amazonas;
  • Goiânia, em Goiás;
  • e Trindade, em Goiás.

As investigações seguem para esclarecer e identificar possíveis outros suspeitos. Além dos quatro presos, outros alvos estão foragidos e não foram localizados.

Os envolvidos podem ser condenados por fraude eletrônica, formação de grupo criminoso e lavagem de dinheiro. Se somadas, as penas podem chegar a 21 anos de prisão, além do pagamento de multas.

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