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Decisão

TJ de SC decreta prisão de acusado de matar namorada em Imbituba

Defesa alega que oficial de cartório está em liberdade há mais de nove meses trabalhando, nenhum problema foi registrado no período e que vai recorrer da decisão

23/08/2019 - 21h07

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Por GaúchaZH
Modelo tinha 22 anos quando foi morta em Imbituba, no litoral do Estado
Modelo tinha 22 anos quando foi morta em Imbituba, no litoral do Estado
(Foto: )

O Tribunal de Justiça (TJ) de Santa Catarina decretou, nesta sexta-feira (23), a prisão preventiva do oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho pelo assassinato da modelo gaúcha Isadora Viana Costa, 22 anos, em Imbituba, no litoral de Santa Catarina. O crime ocorreu em maio de 2018.

A prisão foi decretada após o Supremo Tribunal Federal cassar o habeas corpus concedido que garantia a liberdade do réu. O advogado Aury Lopes Jr afirma que recebeu a informação com surpresa e que a "prisão é absolutamente desnecessária" e não possui nenhuma atualidade. A defesa ainda alega que Xisto está em liberdade há mais de nove meses trabalhando e nenhum problema foi registrado no período. Aury Lopes vai recorrer da decisão.

Em fevereiro deste ano, o 1º grau decidiu que o réu deveria ser julgado pelo Tribunal do Júri. A defesa recorreu e pediu ao TJ a impronúncia e a absolvição do réu, alegando que a modelo não teria sido assassinada, mas, sim, cometido suicídio. A tese não foi aceita pelo TJ, que manteve o júri.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), Paulo Odilon teria matado Isadora por motivo fútil: acreditando que o namorado havia sofrido uma overdose, Isadora acionou a irmã dele. Ainda conforme o MP, o oficial de cartório revoltou-se, pois escondia da família que usava drogas. Ele, então, teria agredido a jovem, provocando a morte dela.

Ele ainda foi acusado de fraude processual, por ter modificado a cena do crime lavando lençóis e toalhas, retirando garrafas de bebidas alcoólicas do local, espalhando comprimidos de remédios controlados pela residência e inserindo cobertores e malas na cama na qual estava a vítima.

A defesa do oficial de cartório contesta a acusação e sustenta que a vítima morreu vítima de parada cardíaca provocada por consumo de cocaína.

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