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    Trabalhadores e representantes da GM tentam acordo para acabar com greve

    Paralisação ocorre em protesto contra a ameaça de demissões em massa

    24/02/2015 - 09h56

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    Por Redação NSC

    Representantes dos metalúrgicos da unidade da General Motors (GM), em São José dos Campos (SP), e da montadora se reunirão às 15h30 desta terça-feira em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas. Em assembleia, os empregados do turno da manhã mantiveram por tempo indeterminado a paralisação iniciada na sexta-feira.

    A greve ocorre em protesto contra a ameaça de demissões. Segundo o sindicato da categoria, 798 trabalhadores de um total de 5,2 mil seriam demitidos após afastamento de dois meses por meio do lay-off (folga forçada em que os empregados recebem seus vencimentos, sendo 50% bancados pela montadora e a outra metade pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador).

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    Para a GM o movimento foi precipitado porque a montadora ainda não tinha apresentado integralmente a proposta. A empresa alega não ter sido alertada sobre a decisão de greve, como determina a legislação.

    No complexo industrial de SJC, a GM mantém duas fábricas de motores, além da produção de componentes como peças de transmissão; dos automóveis modelos S-10 e TrailBlazer, e de kits para exportação, os CKD (Completely Knocked-Down), relativos as peças de montagem.

    A queda na produção de veículos em duas montadoras tem afetado o quadro de empregados. Desde a segunda-feira, 250 metalúrgicos da fábrica da Volkswagen em Taubaté (SP) entraram em férias coletivas. A empresa suspendeu, por tempo indeterminado, a produção no terceiro turno, na unidade. O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado, justificou a Volkswagen.

    O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, ressaltou que essas medidas foram tomadas em comum acordo com a Volkswagen com a garantia de estabilidade no emprego. A produção diária nessa unidade caiu de 1,3 mil unidades para 850.

    A Ford concedeu folga, com base no banco de horas, a 424 empregados da unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, isso ocorre porque diminuiu a produção, que passou de 17 caminhões/hora para 14 e de 55 carros/hora para 44.

    Em nota, a Ford informou que a medida foi implantada para adequação do volume de produção à realidade do mercado.

    *Agência Brasil

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