Os dois últimos corpos dos quatro italianos, que morreram em uma caverna subaquática nas Maldivas, foram recuperados nesta quarta-feira (20). Os corpos das vítimas foram localizados na parte mais profunda da caverna. O porta-voz do governo, Ahmed Shaam, disse que os quatro corpos estavam “praticamente juntos”.

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As vítimas desapareceram na última quinta-feira (13) enquanto exploravam caverna no atol de Vaavu. Os corpos foram encontrados nesta segunda-feira (18) e resgatados na terça-feira (19) e nesta quarta-feira.

O porta-voz da Presidência, Mohameed Hussain Shareef, afirmou que os dois últimos corpos foram recuperados por três mergulhadores finlandeses com apoio da guarda costeira e da polícia das Maldivas. Segundo ele, os corpos serão levados a um necrotério para identificação.

— Depois disso, vamos coordenar com o governo italiano e iniciar o processo de repatriação dos corpos — disse.

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Mergulhadores ficaram desaparecidos antes de serem encontrados

Os mergulhadores italianos desapareceram na última quinta-feira (14), durante uma expedição subaquática no Atol de Vaavu. Eles faziam parte de uma viagem de mergulho com outros 20 cidadãos italianos a bordo da embarcação Duke of York, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Itália.

O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado primeiro, na entrada da caverna. Nesta segunda-feira (18), foram encontrados os corpos da professora associada de ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone; da filha dela, Giorgia Sommacal; do biólogo marinho Federico Gualtieri; e da pesquisadora Muriel Oddenino.

Segundo as autoridades, um sexto mergulhador decidiu não entrar na água no momento em que o restante do grupo iniciou o mergulho.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou ainda que a Cruz Vermelha prestou apoio psicológico aos 20 italianos que permaneceram no navio após o acidente. Nenhum deles sofreu ferimentos.

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