A troca da empresa responsável pelas equipes do plantão do pronto-socorro do Hospital Municipal Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, tornou o atendimento um verdadeiro caos nesta semana, descreveram pacientes e trabalhadores. Médicos pediram demissão ou foram dispensados, o que causou um esvaziamento na unidade, resultando em horas de espera para a população.
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Médicos que preferiram não se identificar por medo de represália conversaram com a equipe da NSC TV. Eles contaram que a nova empresa — contratada pela prefeitura de forma emergencial — paga R$ 80 a hora para os doutores, enquanto antes o salário deles era de R$ 108 a hora. Isso fez com que muitos pedissem a conta. Outros, com a troca das gestões, foram desligados.
— De um quadro de 70 médicos tinha apenas quatro na porta e um na sala vermelha (emergência). Isso faz com que a população sofra, a fila demora mais… Isso sem contar os que foram mal assistidos — lamenta um dos médicos.
Em nota, a prefeitura disse na quinta-feira (3) que notificou a empresa responsável após uma fiscalização na unidade hospitalar, onde foi constatada “inconsistências, como falta de médicos”. “No local, verificou-se que pacientes aguardavam há mais de sete horas para serem atendidos, o que gerou acúmulo de usuários na recepção e comprometeu a qualidade do serviço prestado”.
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A Secretaria de Saúde exigiu medidas urgentes para a regularização do atendimento e nesta sexta-feira (4) a situação havia melhorado um pouco, com novos médicos assumindo os postos. O contrato é de seis meses, mas pode ser rescindido se o processo de licitação ficar pronto antes. A prefeitura já sinalizou que tem a intenção de terceirizar a gestão do hospital no futuro.
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