O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede social Truth Social uma foto do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso. Esta é a primeira imagem do líder venezuelano após a captura dele na madrugada deste sábado (3). Na imagem, ele aparece vendado, algemado e com fones de ouvido para ser impedido de ouvir.
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A divulgação foi feita na tarde deste sábado. Durante a madrugada, houve o ataque dos Estados Unidos contra Caracas, capital da Venezuela, momento em que o líder venezuelano foi capturado.
Segundo Trump, Maduro está a bordo do USS Iwo Jima. Ele e a esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a operação estadunidense, informou o próprio presidente. Ainda conforme Trump, ambos serão levados para Nova York para julgamento pelos seguintes crimes:
- Conspiração para posse de metralhadores.
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importação de cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
“Muito bom planejamento e muitas tropas excelentes e pessoas excelentes. Foi uma operação brilhante, na verdade”, disse o presidente estadunidense ao jornal New York Times neste sábado.
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Tensões recentes
As tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela escalaram a partir de agosto de 2025, quando Washington elevou para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro, acusando-o de liderar o narcotráfico. Os EUA, então, reforçaram a presença militar no Caribe, inicialmente justificando-a como combate ao tráfico de drogas, mas fontes americanas indicaram que o objetivo maior era derrubar o regime.
Nas últimas semanas, forças americanas apreenderam petroleiros venezuelanos e impuseram bloqueios a embarcações sancionadas, com Trump acusando Maduro de roubar os EUA e expressando interesse no controle das vastas reservas de petróleo do país. A escalada culminou neste sábado, com a captura de Maduro e a esposa Cilia Flores, que foram retirados do país.
Histórico conflituoso entre EUA e Venezuela
Os atritos entre Venezuela e Estados Unidos ganharam intensidade durante o governo de Hugo Chávez, eleito em 1998. Chávez, com agenda bolivariana de socialismo do século 21, nacionalizou indústrias como a petrolífera PDVSA, desafiando interesses econômicos americanos na região. Sanções iniciais impostas pelos EUA visavam isolar economicamente Caracas, enquanto Chávez respondia com retórica anti-imperialista, expulsando diplomatas americanos e promovendo alianças alternativas, o que aprofundou o fosso ideológico e geopolítico entre os dois países.
A escalada continuou sob Nicolás Maduro, sucessor de Chávez em 2013, com os EUA intensificando sanções sob as administrações Obama, Trump e Biden, citando fraudes eleitorais, repressão a opositores e ligações com o narcotráfico. Em 2019, os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como presidente interino, ignorando Maduro, o que levou a uma crise diplomática sem precedentes, incluindo o congelamento de ativos venezuelanos no exterior e embargos ao petróleo, principal fonte de receita do país.
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Maduro, por sua vez, acusou repetidamente os EUA de tentativas de golpe e intervenções, fortalecendo laços com Moscou e Pequim para contornar as restrições. Esse histórico de desconfiança mútua e confrontos econômicos tem alimentado tensões que, agora, evoluíram para ataques e a captura do presidente Nicolás Maduro.






