A Tupy, multinacional de Joinville, registrou um prejuízo líquido de R$ 655 milhões em 2025. O resultado acompanha uma piora de R$ 737 milhões na receita da companhia. Apesar do número, a Tupy teve a sua segunda maior geração de fluxo de caixa operacional da história, com R$ 915 milhões.
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A multinacional ainda somou uma receita líquida de R$ 9,7 bilhões no último ano, redução de 9% em relação a 2024. O resultado reflete, principalmente, a queda de 10% no volume físico de vendas, em um cenário de menor demanda por veículos comerciais no Brasil e no exterior.
Veja fotos antigas e atuais da Tupy, multinacional de Joinville
O EBITDA Ajustado foi de R$ 661 milhões, com margem de 7%, o que levou a uma queda em comparação ao mesmo período de 2024. O resultado foi afetado pela redução nas vendas e na produção, o que prejudicou a diluição dos custos fixos, além de impactos do câmbio.
Já o fluxo de caixa operacional somou R$ 915 milhões, impulsionado por ações de gestão do capital de giro, pela estratégia de vender mais do que produzir e pela venda de créditos tributários.
Prejuízo de R$ 655 milhões
Conforme a Tupy, o prejuízo líquido de R$ 655 milhões ocorreu em razão, principalmente, do investimento de R$ 544 milhões para o aumento da eficiência operacional. A expectativa da companhia é de que esse aporte resulte em ganhos a partir de 2026.
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Cenário desafiador
Para a direção da Tupy, o resultado de 2025 foi marcado por um ambiente macroeconômico global de incertezas relacionadas a tarifas comerciais, indefinições regulatórias sobre emissões e indicadores mais fracos no setor de transporte rodoviário. Tudo isso levou empresas a postergar a renovação de frotas e reduziu a demanda por veículos comerciais, especialmente nos Estados Unidos.
No Brasil, juros elevados, inadimplência recorde e o desempenho do agronegócio também pressionaram as vendas de veículos comerciais pesados, impactando as unidades de Componentes Estruturais e Contratos de Manufatura da Tupy.
Diante desse cenário, a companhia promoveu ajustes em sua estratégia industrial e avançou na reorganização de seu impacto produtivo. Além disso, novos contratos conquistados nos segmentos de veículos comerciais e off-road devem gerar receitas incrementais estimadas em R$ 1,4 bilhão ao longo dos próximos anos, com expectativa de faturamento de cerca de R$ 600 milhões em 2026.
— 2025 foi um ano marcado por um ambiente macroeconômico desafiador e menor demanda por veículos comerciais, o que impactou nossos volumes. Mesmo assim, mantivemos disciplina operacional, geramos caixa relevante e avançamos na reorganização da nossa estrutura produtiva para fortalecer a eficiência e sustentar o crescimento nos próximos anos — diz o CEO da Tupy, Rafael Lucchesi.
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