A Tupy revelou como vem utilizando Inteligência Artificial (IA) e conceitos da Indústria 4.0 para transformar processos industriais na fábrica de Joinville, no Norte catarinense. As iniciativas foram compartilhadas no Relatório de Sustentabilidade 2025 e fazem parte da estratégia de transformação digital da multinacional.
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O diretor de Inovação e Tecnologia da Tupy, Daniel Moraes, afirmou que a empresa se mantém atualizada em seus 88 anos de história. Em entrevista à CBN Joinville, o executivo relembrou que a companhia foi referência nacional na aplicação de TI na década de 70.
— Quando os computadores começaram a chegar nas indústrias, fomos uma das primeiras do Sul do país a receber grandes computadores e instalar — relatou.
Desde então, a Tupy busca se manter atualizada tecnologicamente. Atualmente, por exemplo, a empresa possui mais de 200 robôs industriais rodando dentro da planta de Joinville e, há cinco anos, iniciou uma jornada de transformação digital.
Conheça a Tupy, multinacional de Joinville
Segundo a companhia, a unidade joinvilense funciona como planta-piloto para testes e validações de novas tecnologias antes da implementação global. A empresa também mantém um mapa de digitalização da Indústria 4.0, utilizado para medir o nível de automação e conectividade das linhas de produção e orientar investimentos tecnológicos.
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Uma das principais aplicações ocorre na fundição, etapa considerada decisiva para a qualidade de blocos e cabeçotes produzidos pela companhia. Com o uso de inteligência artificial clássica e modelos de machine learning, a Tupy passou a prever, ainda na fase inicial da fusão do metal, possíveis falhas no processo produtivo que poderiam comprometer o produto final.
A tecnologia permite interromper a produção de itens potencialmente fora dos padrões, reduzindo desperdícios, aumentando a eficiência das linhas e contribuindo para operações mais sustentáveis. A integração da IA aos controles das máquinas também possibilitou o bloqueio automático da continuidade de peças que não atendem aos parâmetros definidos.
Outra frente envolve a chamada IA embarcada, com uso de câmeras e sensores para reconhecimento de imagem em etapas críticas da montagem de moldes. O objetivo é ampliar a precisão das inspeções automáticas e padronizar verificações ligadas à integridade operacional.
Na planta de Joinville, por exemplo, a Tupy mantém um banco de dados do processo industrial com mais de 2,8 bilhões de inserções de informações desde 2020.
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— Permite a gente a estudar toda a planta e entender todo o comportamento dela com a aplicação da inteligência artificial — afirmou o diretor.
A companhia também passou a utilizar IA generativa para apoiar equipes técnicas e operacionais. Entre as ferramentas adotadas está o Copilot, utilizado em tarefas como análise de dados, organização de informações e suporte à tomada de decisões. Segundo a Tupy, a implementação foi antecedida por protocolos rigorosos de segurança da informação para proteger os dados corporativos.
Capacitação de funcionários
Para o diretor de Inovação e Tecnologia da Tupy, Daniel Moraes, outro ponto importante da transformação digital da companhia é a capacitação de funcionários.
— Transformação é sobre pessoas. Não adianta você só fazer a tecnologia se não tiver as pessoas formadas, entendendo como usar essas tecnologias, desenvolvendo essas tecnologias e, principalmente, adotando e utilizando elas. Pessoas que entendam e que aplique as tecnologias disponíveis e corretas permitem a gente a fazer projetos que gerem valores para a empresa e a sociedade — afirmou.
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