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Udo Döhler é ouvido na CPI que investiga as obras do rio Mathias, em Joinville

Ex-prefeito foi questionado sobre os atrasos para a conclusão da obra e o posterior encerramento de contrato com a empreiteira

24/03/2021 - 15h25 - Atualizada em: 24/03/2021 - 16h30

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra Udo Döhler falando ao microfone
O ex-prefeito de Joinville comentou sobre os problemas que levaram ao atraso na obra
(Foto: )

O ex-prefeito de Joinville Udo Döhler participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as obras de macrodrenagem do Rio Mathias na manhã desta quarta-feira (24). Também foram ouvidos o ex-secretário do governo, Afonso Fraiz; representantes da empresa que venceu a licitação para executar as obras; e o engenheiro Mário Ivo Berni Ramos e a arquiteta Letícia de Souza Pires de Oliveira, ambos representantes do consórcio feito com a Caixa Econômica Federal na época de início dos trabalhos. 

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A CPI foi instaurada em 2021 para apurar os motivos dos atrasos das obras que acontecem há sete anos no centro da cidade e que tem como objetivo evitar os alagamentos na região central. Atualmente, a obra está totalmente parada e com o contrato cancelado.

Em seu depoimento a respeito do andamento do projeto, o ex-prefeito focou em dois pontos para explicar os problemas que levaram ao atraso das obras e, posteriormente, ao encerramento do contrato com a empreiteira contratada: a empresa havia baixado o valor real da execução em R$ 20 milhões no orçamento apresentado quando concorreu na licitação; e a descoberta de uma desconformidade na construção das galerias da rua Jerônimo Coelho.

— O processo licitatório ocorreu observando todos os requisitos de regularidade, mas a construtora vencedora afundou os preços em R$ 20 milhões. Todos os outros componentes foram cumpridos e esta construtora venceu [o pregão]. Depois, ela insistentemente buscou aditivos, e em momento nenhum aceitamos — afirmou. 

De acordo com o ex-prefeito, a empresa intensificou a pressão por aditivos mas, nos primeiros anos, as obras evoluíram com regularidade. Ele afirmou que, após um tempo, a pressão começou a envolver ameaças, com os trabalhadores parando os trabalhos no canteiro de obras e a retirada dos equipamentos para mostrar que a empresa não continuaria os trabalhos sem o pagamento dos aditivos.   

Sobre as galerias da rua Jerônimo Coelho, Udo Döhler disse que a equipe da fiscalização da prefeitura percebeu que havia desconformidade na construção. Um laudo foi solicitado à empresa e outro foi produzido pela Prefeitura de Joinville. Segundo a análise, a resistência da construção era de 70 a 75% inferior ao que estava indicado no projeto inicial. 

— O consórcio acatou o nosso laudo e, com isso, pudemos finalizar o processo administrativo e encerrar o contrato com a empresa, além de aplicar uma multa por terem cometido este descuido, ou esta fraude — recordou o ex-prefeito.

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