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"Uma nuvem negra paira sobre o futebol catarinense", afirma presidente da Federação

Rubens Angelotti diz que entidade pouco pode fazer para ajudar Avaí, Chapecoense, Figueirense e Criciúma a saírem da zona de rebaixamento

19/09/2019 - 16h03 - Atualizada em: 19/09/2019 - 17h04

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Por Paulo Branchi
Rubens Angelotti
"O que mais eu posso fazer", questiona Angelotti em entrevista à CBN Diário
(Foto: )

Uma nuvem negra paira sobre Santa Catarina. Assim o presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti, define o atual momento do Estado no Brasileirão. Os quatro principais clubes do Estado estão na zona de rebaixamento: Avaí e Chapecoense na Série A, e Criciúma e Figueirense, na Série B. A exceção é o Brusque, campeão da Série D.

— A realidade é dura. Tenho sofrido bastante com isso — desabafou, em entrevista ao CBN Diário Esportes desta quinta-feira (19).

Angelotti disse que um dos piores momentos foi a derrota por WO do Figueirense para o Cuiabá, quando os jogadores decidiram não entrar em campo em protesto pelo atraso nos pagamentos.

— Fica muito feio para nosso futebol, mas o que eu poderia fazer naquele momento? Nada.

O raio de atuação da FCF é limitado, argumenta Angelotti:

— A Federação não contrata, não dispensa. Ajuda naquilo que pode. Apoiamos junto à CBF, ajudamos a conseguir adiantamentos de verbas.

Santa Catarina tem representante na Série A, ininterruptamente, desde 2002. Em 2015, chegou a ter quatro times na primeira divisão: Avaí, Chapecoense, Figueirense e Joinville.

O presidente da Federação descarta apoio financeiro.

— A Federação vive da arrecadação dos clubes. O público hoje nos estádios é muito pequeno, então a Federação também não tem receita para ajudar os clubes a colocar a casa em dia. Não temos condições disso.

Apesar de tudo, Angelotti acredita que é possível fugir do rebaixamento:

— De todos, acho que quem mais tem chance de permanecer é o Criciúma. O Figueirense também tem chances remotas. Na Série A, a Chapecoense, pelo plantel que tem, pode escapar. O Avaí é um pouco mais difícil, precisa ganhar 10 jogos, mas eu ainda não joguei a toalha.

O rebaixamento dos clubes pode tirar SC da quinta posição no ranking nacional das federações. Com isso, o Estado perderia a quarta vaga na Copa do Brasil de 2020.

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