Quando a Unidavi foi criada, a região do Alto Vale do Itajaí vivia um período de transformação econômica. O ciclo baseado na extração da madeira perdia força e surgia a necessidade de formar profissionais capazes de impulsionar novos setores e criar alternativas para o crescimento regional. Aos poucos, a instituição se tornou uma das maiores protagonistas deste processo.
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Hoje, a UNIDAVI conta com mais de 40 cursos de graduação, além de mais de 20 cursos de pós-graduação lato sensu e cursos de curta duração. A instituição também mantém o Colégio Universitário, com Ensino Fundamental e Ensino Médio, e uma estrutura composta por mais de 80 laboratórios distribuídos entre diferentes áreas do conhecimento.

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Segundo o reitor da Unidavi, professor Alcir Teixeira, a missão da universidade sempre esteve diretamente ligada ao desenvolvimento regional. Desde o início, o propósito da instituição foi oferecer ensino de qualidade sem que os estudantes precisassem se deslocar da região.

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— A Unidavi foi constituída como uma Instituição de Ensino Superior comunitária, filantrópica, sem fins lucrativos e de direito privado, com o propósito de interiorizar o ensino superior em Santa Catarina. Há 60 anos, a região do Alto Vale do Itajaí foi contemplada com a criação da Instituição, inicialmente por meio do curso de Administração de Empresas, que tinha como objetivo contribuir para o desenho de um novo modelo econômico regional — afirma Texeira.
Ao longo da trajetória, a universidade acompanhou as transformações econômicas e sociais do Alto Vale e ampliou a oferta de formação para atender às demandas da população e do setor produtivo. Recentemente, a instituição investiu para ampliar os cursos da saúde e atender uma demanda local.
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R$ 45 milhões em investimentos ampliaram a estrutura da universidade
Nos últimos anos, a instituição viveu um dos maiores ciclos de expansão da história. Desde 2020, foram investidos mais de R$ 45 milhões em infraestrutura, tecnologia, laboratórios, novos espaços de aprendizagem e modernização dos campi.




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Os investimentos foram feitos em um contexto de retomada do crescimento institucional. Segundo Texeira, após a redução das opções de financiamento estudantil decorrente das mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a universidade enfrentou desafios relacionados à diminuição do número de estudantes presenciais. O cenário começou a mudar com a ampliação dos recursos do Uniedu e, posteriormente, com a criação do programa Universidade Gratuita pelo Governo de Santa Catarina.
Para atender a essa nova realidade, a instituição ampliou laboratórios, salas de aula, simuladores realísticos, biblioteca física e virtual, além de investir em recursos tecnológicos e novos ambientes acadêmicos.
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— Os estudantes do Alto Vale passaram a contar com oportunidades de formação superior de qualidade na própria região, sem a necessidade de deslocamento para grandes centros, contribuindo para reduzir a evasão regional e fortalecer o desenvolvimento local — afirma.
Parte importante dos investimentos foi direcionada para áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional. Um dos investimentos é o Centro de Inovação Norberto Frahm (CINF), resultado de um convênio de aproximadamente R$ 9 milhões com o Governo de Santa Catarina.
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O espaço recebeu um novo bloco independente e foi projetado para fortalecer o ecossistema regional de inovação, empreendedorismo e tecnologia. A estrutura ainda permite futuras ampliações e pode chegar a até seis pavimentos.
A universidade também participou da criação do Centro de Inovação Norberto Frahm (CINF), um polo tecnológico em parceria com a Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs) e a Prefeitura de Rio do Sul. O propósito do espaço é fortalecer o ecossistema regional de inovação, e impulsionar o desenvolvimento econômico do Alto Vale.
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Outro marco recente foi a implantação do Centro das Ciências Agrárias, em Agronômica. O novo campus abriga os cursos de Agronomia e Medicina Veterinária, com laboratórios especializados e uma clínica-escola veterinária, que permite a integração entre teoria e prática.
Além da formação profissional, o campus desenvolve pesquisas aplicadas voltadas ao aumento da produtividade, à diversificação de culturas e à geração de conhecimento para pequenos e médios produtores rurais.
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Na área da saúde, a expansão também ganhou força. Desde a implantação do curso de Medicina, em 2017, a universidade ampliou o Bloco da Saúde, que hoje conta com nove pavimentos, novos laboratórios, biblioteca e espaços tecnológicos destinados ao ensino e à prática acadêmica.
Clínicas-escola e bolsas ampliam impacto social
A atuação da universidade também se estende diretamente à comunidade através das clínicas-escola e programas de inclusão educacional. As clínicas, por exemplo, oferecem atendimento gratuito à população nas áreas de Nutrição, Farmácia e Fisioterapia.
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O alcance social também ocorre por meio das bolsas de estudo. Atualmente, cerca de 1.400 estudantes são beneficiados pelo programa Universidade Gratuita, e aproximadamente 2.300 recebem apoio por meio de diferentes programas.
— Além disso, por meio de programas como ProUni, bolsas decorrentes da filantropia, convênios com entidades sindicais e recursos próprios, a Unidavi amplia significativamente o acesso à educação. Atualmente, aproximadamente 65% dos estudantes do Colégio Universitário, da Graduação e da Pós-Graduação recebem algum tipo de benefício estudantil — explica o reitor.
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Além dos investimentos realizados em Rio do Sul, a instituição também ampliou e modernizou os campi de Ituporanga e Presidente Getúlio. Em Taió, reformas seguem em andamento para aprimorar a estrutura dos estudantes.
Para o reitor, a presença da universidade ajudou a construir uma região mais preparada para enfrentar desafios econômicos e sociais.
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— Sem dúvida, a região do Alto Vale do Itajaí não seria a mesma sem a Unidavi. Ao longo de seis décadas, a Instituição formou milhares de profissionais e cidadãos preparados para exercer suas funções com competência, responsabilidade e visão de futuro — explica Teixeira.
Planejamento mira as próximas décadas
Para os próximos anos, a instituição pretende seguir alinhada às demandas regionais, com investimentos na ampliação da infraestrutura acadêmica, tecnológica e de serviços, além de fortalecer a formação de docentes e equipes técnico-administrativas.
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— Nosso princípio central é a formação centrada no estudante, em seu aprendizado efetivo e afetivo, na construção da resiliência, do otimismo e da capacidade de adaptação aos desafios de um mundo em constante transformação — afirma.
Entre as prioridades estão a modernização de laboratórios, clínicas-escola, simuladores e ambientes de aprendizagem inovadores, mantendo o foco na excelência acadêmica e na conexão com as necessidades do Alto Vale.
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— Buscamos ser cada vez mais eficientes e preparados para os desafios do futuro, sem perder aquilo que constitui nossa essência: a valorização das pessoas, do conhecimento e das relações humanas — conclui o reitor.

