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    Mistério

    Urna funerária é furtada do cemitério do Pântano do Sul, em Florianópolis

    25/03/2019 - 13h36 - Atualizada em: 25/03/2019 - 15h38

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    Por Dayane Bazzo
    Urna funerária estava em uma capelinha construída em um túmulo da família
    (Foto: )

    Uma urna funerária foi furtada de dentro do cemitério Pântano do Sul, em Florianópolis. O crime foi descoberto pelo próprio coveiro na manhã de quarta-feira (20). A urna, que guardava as cinzas de dona Ivonete Rosa Damas, falecida em outubro de 2018 aos 62 anos, estava em uma capelinha fechada com cadeado em cima de um túmulo da família. Parentes estão consternados, mas têm esperança de recuperar as cinzas de Ivonete.

    O furto foi identificado pelo coveiro Jair Lapa, de 58 anos, que é funcionário do cemitério há 15 anos e nunca tinha presenciado um furto no local. Ele conta que chegou para trabalhar por volta das 7h e não notou nada de diferente no portão de entrada do cemitério. Durante a manhã ele passou pelo túmulo da família de Ivonete e notou que a capelinha construída em alvenaria para abrigar a urna, fechada com uma porta de vidro, estava aberta.

    — Tiraram a fechadura para abrir a capelinha e levaram o vaso — diz.

    A urna era feita de vidro transparente na cor azul e com uma tampa de metal. Ela estava dentro da capelinha no meio de duas imagens de Madre Paulina. Jair conta que chegou a comentar com a família que o vaso, por ser bonito, poderia chamar a atenção de criminosos. O cemitério fica na Rua Sinfronio Manoel de Souza e não tem câmeras de segurança. Segundo Jair, o portão não tem cadeado e o muro é baixo e de fácil acesso.

    A primeira pessoa a receber a notícia do furto foi a irmã da falecida, Elisabeth Damos Padilha, 58 anos. Elisabeth registrou boletim de ocorrência por violação de túmulo no mesmo dia na subdelegacia instalada no aeroporto Hercílio Luz. Para ela, quem pegou a urna pode ter achado que seria algo de valor, que tivesse alguma joia.

    — Mas o recipiente era o mais barato que encontramos, só para que as cinzas não ficassem soltas num saco plástico, o vaso não tem nenhuma importância para a família, não tem valor algum, o que é importante para nós são as cinzas da minha irmã.

    A família conversou com vizinhos do cemitério, pessoas da comunidade para tentar achar as cinzas ou identificar o autor do furto, mas não encontrou pistas, ninguém teria visto movimentação no cemitério entre terça e quarta-feira.

    — Ficamos muito chocados, não imaginávamos que isso pudesse acontecer. Na verdade estamos vivendo um segundo luto, pois perdemos ela mais uma vez. Queremos, pelo menos, recuperar as cinzas — diz Giselli Dutra, de 37 anos, filha de Ivonete.

    Rosemy Nascimento, 54 anos, madrasta de Giselli, conta que chegou a procurar um pai de santo para saber se as cinzas de um morto podem ser usadas para fazer algum trabalho espiritual.

    — Como não temos nada que explique esse furto, fui até falar com um pai de santo, mas também não deve ter sido esse o motivo. Não sabemos por que alguém faria isso.

    O caso está sendo investigado pela equipe da 2ª delegacia de Florianópolis. Quem tiver informações sobre as cinzas pode ligar para a polícia. O telefone da delegacia é o (48) 3333-5525 ou 197. A Polícia Militar atende no 190.

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