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    Vacina pentavalente está em falta desde novembro em Santa Catarina

    Doses que devem ser tomadas por bebês três vezes no primeiro ano de vida é repassada pelo Ministério da Saúde, que espera retomar o fornecimento ainda em janeiro

    06/01/2020 - 11h49 - Atualizada em: 06/01/2020 - 12h21

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Vacina pentavalente
    Desde maio do ano passado os repasses da vacina estão prejudicados em SC
    (Foto: )

    Os estoques de vacina pentavalente estão zerados nas maiores cidades de Santa Catarina desde o começo de novembro. Parte do calendário nacional de vacinação para as crianças recém-nascidas, a pentavalente está em falta no Estado há dois meses por falta de novos repasses do Ministério da Saúde.

    Quem recebe e divide as doses aos municípios catarinenses é a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), que afirmou que a última remessa enviada pelo governo federal chegou no dia 25 de outubro: foram 22 mil doses para todo o Estado, sendo que a média necessária por mês é de 28 mil. Desde então nenhuma nova dose da pentavalente chegou em SC, o que fez os estoques secarem ao longo de novembro.

    A reportagem do NSC Total consultou as prefeituras de Florianópolis, Joinville e Blumenau — as três maiores cidades de SC — e todas afirmaram que estão sem doses da vacina desde novembro.

    A falta de vacinas piorou no fim do ano, mas foi um problema em SC durante vários meses de 2019. Segundo a Dive, a redução na quantia de doses da pentavalente começou em maio do ano passado, quando o governo federal passou a enviar apenas metade do solicitado pelo Estado. Em julho foram enviadas apenas 44% das doses, e os números seguiram abaixo do normal até outubro, quando chegou a última remessa.

    O Ministério da Saúde declarou que o problema ocorreu porque um estoque de pentavalente adquirido por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovado em testes de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o fornecedor indiano Biologicals E. Limited foram interrompidas e não há disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais.

    O país demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina, de acordo com o governo federal. O Brasil ainda não produz a pentavalente e precisa importá-la.

    Em nota enviada pela assessoria de imprensa nesta segunda-feira (6), o Ministério da Saúde afirmou que uma nova remessa aguarda parecer da OPAS para posterior liberação da Anvisa.

    "Tão logo essas doses sejam liberadas para uso, serão distribuídas aos Estados. A previsão é iniciar o processo de regularização da distribuição ainda neste mês de janeiro", diz a nota. No texto o ministério afirma também que, após a regularização da situação, o SUS fará a busca ativa das crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade, para vaciná-las.

    Vacina contra cinco doenças

    A vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. Imunizando contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Ela faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde 2012. As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

    Em falta na rede pública, a vacina pentavalente pode ser procurada pelos pais na rede particular. Em Florianópolis, conforme consulta da reportagem, cada dose da vacina custa em média R$ 290 nas clínicas privadas.

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