O Banco Central atualizou o balanço do Sistema de Valores a Receber (SVR) e revelou que R$ 10,5 bilhões ainda aguardam resgate em instituições financeiras. O montante, referente a fevereiro de 2026, pertence a pessoas físicas e empresas que deixaram saldos para trás em contas encerradas ou pagaram tarifas indevidas. A consulta é gratuita e pode ser feita inteiramente pela internet.
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Do total disponível, R$ 7,8 bilhões são destinados a cidadãos comuns. Embora o volume financeiro chame a atenção, a maioria dos beneficiários, cerca de 63%, possui até R$ 10 para receber. No entanto, o sistema ainda guarda valores mais altos, 2% da lista têm direito a quantias que superam R$ 1 mil.
De onde vem o dinheiro e quem pode sacar
Os recursos são reflexos de movimentações do passado que não foram totalmente liquidadas, como sobras de cooperativas de crédito, contas poupança esquecidas e cotas de consórcios terminados. Além de valores vinculados ao próprio CPF, o sistema permite a consulta de dinheiro pertencente a pessoas falecidas.
Nesses casos, herdeiros e representantes legais podem verificar o saldo e receber orientações no portal sobre como proceder com o saque junto aos bancos. É recomendável que o cidadão não deixe a conferência para depois. De acordo com a Lei 2.313 de 1954, recursos que não forem reclamados no prazo de 25 anos podem ser recolhidos pelo Tesouro Nacional.
O caminho para o resgate com segurança
O único canal oficial para o serviço é o site valoresareceber.bcb.gov.br. Para a verificação inicial, basta informar o CPF e a data de nascimento. Caso o sistema aponte saldo disponível, o próximo passo exige o login pelo portal Gov.br, nos níveis prata ou ouro, para que o pedido de devolução seja formalizado.
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Se o usuário indicar uma chave Pix, o prazo para o crédito na conta é de até 12 dias úteis. Para quem não utiliza o sistema de pagamentos instantâneos, a orientação é entrar em contato com a instituição indicada pelo portal para combinar a forma de recebimento. O Banco Central reforça o alerta de segurança: o órgão nunca envia links por aplicativos de mensagem, não solicita dados pessoais e jamais pede senhas por telefone.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.









