A NASA, agência espacial americana, anunciou na madrugada desta terça-feira (3), o adiamento da missão Artemis 2, que vai levar a humanidade de volta à Lua depois de mais de 50 anos, que estava programada para ocorrer entre os dias 8 e 11 de fevereiro. A decisão foi tomada após detectar um vazamento no foguete SLS durante o ensaio geral, realizado na noite de segunda-feira, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde a nava vai partir em direção ao nosso satélite natural.
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Durante os testes, engenheiros da NASA detectaram um vazamento recorrente de hidrogênio líquido, um dos combustíveis do foguete. Sem tempo hábil para fazer os reparos necessários, a agência se viu forçada a adiar decolagem da nave. Uma nova tentativa deve ser realizada no início de março, quando se abre uma nova janela de lançamentos – entre os dias 6 e 9 ou no dia 11 do próximo mês.
Segundo a NASA, o vazamento é difícil de controlar pelas baixas temperaturas e às pequenas moléculas de hidrogênio. Apesar das tentativas de reparo e ajustes nas simulações, os vazamentos não cessaram, resultando na remarcação do lançamento do foguete, que já está com a sonda Orion acoplada. Curiosamente, foi o mesmo problema que causou uma série de adiamentos na missão Artemis 1, que finalmente foi ao espaço em novembro de 2022.
Esse foi o segundo adiamento da missão Artemis 2 em poucos dias. Na sexta-feira (30), a NASA já havia informado que o lançamento, inicialmente previsto para o dia 6, foi remanejado para o dia 8 por conta das condições climáticas da Flórida. Agora, foi remarcado para março. Caso não seja possível na nova data, uma nova tentativa será realizada em abril.
Astronautas em quarentena
Os quatro astronautas que formam a tripulação da Artemis 2 estavam em quarentena médica desde o dia 23 de janeiro, no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos, e se preparavam para se deslocar até a base de lançamentos, na Flórida, em viagem prevista para acontecer ainda nessa terça-feira.
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Com o adiamento da missão, o grupo foi liberado do isolamento, e deve retornar à quarentena cerca de duas semanas antes da nova data de lançamento. Trata-se de um protocolo habitual para missões tripuladas, e tem o objetivo de impedir que os astronautas contraiam alguma doença que atrase a expedição ou que gere problemas de saúde entre eles no espaço.
A tripulação da missão Artemis 2 é composta pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista Christina Koch e o mestre em física Jeremy Hansen, astronauta canadense.
A missão da NASA de retorno à Lua
Uma das operações mais aguardadas do século, a missão Artemis 2 marca um momento histórico na exploração espacial. Será o retorno da humanidade à Lua após mais de 50 anos – a última vez que um astronauta esteve no nosso satélite natural foi em dezembro de 1972, com a Apollo 17.
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Dessa vez, não haverá pouso na Lua. A sonda Orion, que levará os quatro astronautas da tripulação, vai sobrevoar o satélite natural, em uma viagem que deve levar cerca de 10 dias. No período, serão realizados testes para verificação dos sistemas da nave em longos períodos em ambiente de espaço profundo (longe da Terra), como a comunicação, operações manuais e mecanismos de suporte à vida. Os cientistas também vão aproveitar o sobrevoo para colher informações da superfície lunar e também do ambiente de radiação.
Será uma espécie de grande teste para a aguardada missão Artemis 3, prevista para o final de 2027, quando haverá pouso na Lua e se iniciarão os preparativos para a futura Estação Espacial Lunar.






