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Venda de carne vencida em SC: dois são presos em nova fase da Operação El Patrón

Eles tentaram coagir pessoas e atrapalhar as investigações, segundo a Polícia Civil

09/02/2021 - 07h08 - Atualizada em: 09/02/2021 - 07h16

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Brenda
Por Brenda Bittencourt
A carne vencida era vendida em churrascarias que cobravam R$16,99 pelo espeto corrido
A carne vencida era vendida em churrascarias que cobravam R$16,99 pelo espeto corrido
(Foto: )

Outros dois homens foram presos na segunda fase da segunda da Operação Él Patrón por participar do esquema que vendia carne vencida para churrascarias de Santa Catarina. A ação é da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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Os materiais apreendidos no dia 29 de janeiro foram analisados e a participação de outros integrantes do esquema foi descoberta. Um outro funcionário da empresa responsável por fazer a retirada da carne vencida dos supermercados é suspeito de coagir pessoas com o objetivo de comprometer a investigação da Polícia Civil

Além disso, um dos funcionários que já havia sido alvo da operação na primeira fase e estava utilizando tornozeleira eletrônica também tentou coagir pessoas e comprometer a apuração dos fatos. Os dois foram presos pela Polícia Civil em Itajaí na tarde de sexta-feira (5).

Carne vencida virava espeto corrido

Funcionários de uma empresa responsável por retirar carnes vencidas de supermercados e vender o produto para churrascarias de Santa Catarina foram descobertos em uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Itajaí na manhã do dia 29 de janeiro.

> Como funcionava o esquema de venda de carne vencida a churrascarias de SC

Segundo a operação chamada de El Patrón, quatro trabalhadores da empresa eram responsáveis por separar o produto e combinar pontos de entrega com os clientes. A carne, já vencida, era armazenada sem os cuidados necessários e transportada em veículos impróprios para este tipo de alimento.

Os funcionários estão respondendo por furto qualificado, receptação qualificada, crime contra a relação de consumo, por reinserir no mercado produtos impróprios para consumo humano.

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