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Economia 

Vendas de veículos novos crescem 5,5% no semestre em Santa Catarina

Alta nos primeiros seis meses do ano fica abaixo do desempenho do país, mas setor mantém otimismo para recuperação maior no segundo semestre

17/07/2019 - 07h30 - Atualizada em: 17/07/2019 - 07h28

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Jean
Por Jean Laurindo
Venda direta foi um dos fatores que estimularam comercialização de automóveis zero quilômetro
Venda direta foi um dos fatores que estimularam comercialização de automóveis zero quilômetro
(Foto: )

As vendas de veículos novos cresceram 5,5% nos seis primeiros meses do ano em Santa Catarina. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores de SC (Fenabrave-SC), de janeiro a junho foram registrados 92 mil emplacamentos, contra 87,2 mil no mesmo período de 2018.

O aumento poderia representar boas notícias a um setor que viu cair pela metade a média de vendas mensais no Estado, no auge da crise nacional, em 2016. No entanto, a confiança na recuperação da economia motivou uma expectativa do setor de crescer 10% no semestre, acima do que de fato ocorreu.

No país, a alta na venda de veículos zero quilômetros foi maior do que em SC e superou a meta de 10% do setor. A venda de 1,9 milhão de veículos representou alta de 13,4% em todo o mercado brasileiro.

O diretor-executivo da Fenabrave-SC, André Andreazza, explica que o início de reação nas vendas agora sentido no país já começou a ocorrer no Estado no ano passado, quando as vendas de veículos novos cresceram 18,6%, mais do que o número nacional, que foi de 13,6%. Neste ano, como a base de comparação de SC é maior, o ritmo de crescimento passaria a ser mais lento.

O bom desempenho do setor no Estado é motivo para alguma comemoração. O resultado é atribuído aos primeiros sinais de diminuição da inadimplência ao longo do primeiro semestre. Isso faz com que o mercado libere mais crédito, uma condição essencial para que aumente a venda de veículos zero quilômetro.

Esse fator faz o setor esperar um segundo semestre mais positivo. A confiança na economia, após definições em temas como a reforma da Previdência e os lançamentos das montadoras no segundo semestre são outras razões para projeções positivas. Otimismo suficiente até para manter a expectativa de crescer 10% ao final do ano, o que exigiria desempenho mais acelerado no segundo semestre em SC.

– O consumidor estava endividado, e isso começou a diminuir, o que aumenta a oferta de crédito. A tendência para o segundo semestre é que isso continue melhorando. Mas, mesmo que a gente atinja esse percentual de 10% de crescimento, ainda vamos estar uns 30% aquém do que vendíamos (antes da crise, em 2014) – avalia Andreazza.

O que ajudou a impulsionar os números deste ano

Um dos motivos que impulsionaram a venda de carros novos no primeiro semestre, principalmente nos números nacionais, segundo a Fenabrave, foram as chamadas vendas diretas – feitas entre as fábricas e os clientes, em geral empresas de alguns setores específicos, frotistas, locadoras de veículos, taxistas e pessoas com deficiência.

Neste nicho, o crescimento foi de 23% no primeiro semestre. Nas vendas tradicionais de varejo a alta foi mais tímida, de 2,15%. Nos seis primeiros meses, as vendas diretas responderam por 45% de todos os emplacamentos de automóveis e comerciais leves – em 2018, essa presença era de 40%.

O principal motivo para a procura maior pela venda direta estaria na isenção de alguns tributos e nos descontos oferecidos pelas montadoras. Para o diretor-executivo da Fenabrave-SC, André Andreazza, isso é motivo de preocupação porque demonstra que, no varejo, o desempenho está próximo da estagnação. Observada apenas a venda de automóveis, descartando outros bens como comerciais leves, motos, veículos pesados e ônibus, houve redução de 1,2% em SC.

Outro setor que representou crescimento acima da média em Santa Catarina foi o de ônibus (95%) e caminhões (38%). O presidente da Fenabrave-SC, Júlio Schroeder, explica que o setor teve uma redução brusca nos últimos anos, o que faz a base de comparação ser baixa. Além disso, quando a troca de caminhão é adiada por muito tempo, o dirigente explica que, em algum momento, a manutenção começa a ficar alta, forçando a compra de novos modelos, o que estaria ocorrendo desde esse primeiro semestre de 2019.

Por regiões

No Estado, a região Sul foi a que teve mais crescimento no período, com 12,1% de alta na comercialização de veículos zero quilômetro.

Na Grande Florianópolis esteve o menor percentual de evolução, com incremento de 1,65%.

Total da frota

A frota em circulação em Santa Catarina somava ao fim de junho deste ano 5.119.243 veículos. Desses, 2.920.460 são automóveis.

Redução em junho

Os números de junho representam queda se comparados com o mês imediatamente anterior. A redução foi de 9% (14,9 mil emplacamentos, contra 16,4 mil de maio). Nesse caso, no entanto, a presidência da Fenabrave-SC avalia que o motivo foi que junho teve três dias úteis a menos do que maio. Na média diária, segundo a instituição, junho ficou acima de maio (747 vendas ao dia contra 715). Isso reforçaria um cenário positivo.

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