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    CENTENÁRIO TRICOLOR

    Verde da esperança, vermelho da emoção, branco da pureza: BEC completa 100 anos

    Carinhosamente chamado de "o mais querido do Estado", Tricolor da Alameda chega ao centenário nesta sexta-feira em meio a glórias e frustrações

    19/07/2019 - 10h42 - Atualizada em: 19/07/2019 - 11h26

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    Nathan
    Por Nathan Neumann
    Apertão de mãos entre Braulino (E) e Cesar Paulista (D) une dois personagens importantes do anos dourados do BEC, nos fim dos anos 1980
    (Foto: )

    Famílias reunidas almoçam em um domingo nublado na bela e promissora Blumenau dos anos 1980. Pais, filhos, e amigos se apressam logo após o almoço, pois é dia de ir ao Estádio Aderbal Ramos da Silva, o Deba, na Rua das Palmeiras, no Centro.

    Bandeiras, camisas e faixas em branco, verde e vermelho dão cores às filas nas calçadas para entrar no estádio. O ruído dos rádios de pilhas, que entoam as marcantes vozes de Tesoura Júnior e Rodolfo Sestrem, compete com o som da charanga dando o ritmo para o BEC entrar em campo, com os jogadores vestindo as camisas de malha e com os cabelos compridos.

    No lado de fora, quem não conseguiu entrar sobe em uma das árvores ao redor do estádio para espiar por cima dos muros, na Rua Alwin Schrader. Quem está do lado de dentro se aperta na geral para assistir ao “mais querido do Estado”, como a torcida gosta de chamar o Tricolor.

    O parágrafo acima descreve um capítulo importante da história do futebol blumenauense, que hoje completa 100 anos de fundação: o Blumenau Esporte Clube, popularmente conhecido como BEC. Amado pela fiel torcida, o Blumenau resiste na lembrança e soa como uma lenda nas mesas de bar, nas rodas de amigos ou nas conversas com as gerações que não chegaram a sentar nas arquibancadas do extinto Deba.

    Cabines de rádio do Deba, por onde passaram grandes nomes da comunicação em Blumenau.
    Cabines de rádio do Deba, por onde passaram grandes nomes da comunicação em Blumenau.
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    No dia 19 de julho de 1919, era fundado o Brasil Football Club, que reunia blumenauenses em volta do campo na região central como mais um meio de entretenimento e ponto de encontro da cidade.

    Por um período, o Brasil rivalizou com os demais clubes da época, como a Sociedade Desportiva Blumenauense (que viria a se transformarr no Grêmio Esportivo Olímpico, também no Centro) e o Amazonas Esporte Clube, no bairro Garcia, mas sem disputar campeonatos oficiais, apenas jogos amistosos.

    Logo depois, com a criação da Liga Catharinense de Desportos Terrestes, o Brasil começou a disputar o Campeonato Estadual, no qual ficou com dois vice-campeonatos. Mais tarde, com a criação da Liga Blumenauense de Futebol, o time venceu as duas primeiras edições do campeonato municipal, em 1941 e 1942.

    Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1044, o presidente Getúlio Vargas decretou uma lei que proibia as instituições de terem nomes de países ou territórios. A partir daí, o clube teve que mudar de nome.

    Zagueiro Duia (D) concede entrevista ao repórter Adolfo Nolte antes de partida do Palmeiras, em 1971
    Zagueiro Duia (D) concede entrevista ao repórter Adolfo Nolte antes de partida do Palmeiras, em 1971
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    O campo estava situado na Avenida Duque de Caxias, rua que até hoje é enfeitada por enormes palmeiras, uma plantação feita a pedido do próprio Doutor Blumenau, em 1876. O historiador Adalberto Day destaca que a escolha do nome jamais teve ligação alguma com o homônimo paulista.

    – Era por causa da rua onde o campo ficava. O time era muito conhecido como o “time lá das palmeiras” ou da “Rua das Palmeiras”, aí decidiram por mudar o nome para “Palmeiras Esporte Clube”. Inclusive foi o único clube da cidade que não retomou o nome inicial anos mais tarde, depois do fim da guerra - conta o historiador.

    Rivalidade com o Olímpico

    Assim, Blumenau conhecia o Palmeiras e mais pessoas passavam a se reunir aos domingos para assistir aos jogos do clube. Ídolos se formaram e a equipe se consolidou. Um dos astros do time, o atacante Teixerinha, foi o maior goleador daquela equipe, marcando 38 gols apenas na temporada de 1944, e caiu nas graças do torcedor.

    Preparador de goleiros atualmente, Nair Coral, 73 anos, lembra com alegria dos anos como lateral no Palmeiras. Fala da dedicação que se tinha dentro de campo e do amor em vestir a camisa alviverde:

    – Era um time muito bom. Se tivesse que morrer dentro do campo, eu morria. Não se ganhava muito, se jogava por amor, por carinho ao time e as pessoas gostavam muito disso.

    Aos 72 anos, Manoel Brites Ramalho, o Duia, como é conhecido o ex-zagueiro do Palmeiras, revela a emoção e a alegria da torcida que lotava os jogos, além da rivalidade com o Olímpico.

    – A torcida era um negócio impressionante, aquilo contagiava e motivava muito a gente. A única coisa que cobravam

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