O atleta cego Samuel Luz Stumpf denunciou, por meio de suas redes sociais, um motorista de aplicativo que se recusou a levá-lo ao ver que ele estava acompanhado do cão-guia, em Florianópolis. Stumpf gravou o momento em que o condutor diz que o animal não poderia subir no carro porque soltaria pelos. O caso aconteceu na semana passada.
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“Aí solta pelo e depois não consigo mais continuar”, diz o motorista no vídeo, que ainda complementa dizendo: “me atrapalha”.
O atleta, então, cita ao motorista a Lei Federal 11.126/2005, que determina que a pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia tem direito de entrar com o animal em qualquer tipo de transporte e em estabelecimentos abertos ao público. Mesmo assim, o motorista se recusa a levá-los.
Veja o momento
Em nota enviada ao g1, a Uber informou que tem uma política para orientar os condutores sobre a lei e que a recusa pode resultar na desativação da conta do motorista.
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“Nos casos em que usuários sentirem que o tratamento dado pelo parceiro não foi respeitoso, ou que desrespeitou os termos da lei, ressaltamos sempre a importância de reportarem esses incidentes à Uber para que possamos tomar as medidas necessárias”, diz a empresa.
Atleta é o primeiro cego a tentar vaga em torneio
Stumpf é o primeiro cego no mundo a tentar uma vaga no torneio de ciclismo Brasil Ride, pilotando a própria bike. O atleta perdeu a visão aos 23 anos e, desde 2019, anda sempre acompanhado do cão-guia Capone. O animal o acompanha, inclusive, em seus treinos de bicicleta, corridas e trilhas.
— Da possibilidade de mobilidade, ele [cão] atua como um guia, como uns olhos, então ele me tira de todos os obstáculos. Não faz sentido se eu cheguei num ponto, peguei um Uber, saí do Uber e não tem ele lá — explicou Samuel.
— Tu estás ali numa situação de alguém te rejeitando. Não é agradável, é uma coisa que se tu pudesses escolher, tu não escolherias viver aquilo — completa.
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O atleta ainda estuda se vai entrar na justiça contra o motorista. O desejo dele é que as pessoas tenham mais consciência:
“Sair de casa se tornou um desafio incerto, a injustiça machuca, quase 8 anos, vivendo essa cena decepcionante! Bora se unir na vibe do bem!”, escreveu Stumpf nas redes sociais.

