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    VÍDEO: cegos voam pela primeira vez de parapente na Grande Florianópolis

    Grupo realizou atividade radical na tarde de quinta-feira (26), em área de reserva, em Santo Amaro da Imperatriz

    28/09/2019 - 05h25 - Atualizada em: 03/10/2019 - 15h11

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    Por Priscila Araújo
    Cegos voam pela primeira vez de parapente na Grande Florianópolis
    Segunda etapa de voos de parapente com os usuários Acic ocorreu nesta semana
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    Calor, céu azul, sol e pouco vento. Esse foi o cenário em Santo Amaro da Imperatriz na tarde de quinta-feira (26). Foi dia da segunda etapa de voos de parapente com os usuários da Associação Catarinense para Integração do Cego (Acic).

    A inciativa tem o apoio da prefeitura de Florianópolis, e faz parte do Projeto Adrenalina oferecido pela associação. A primeira leva de voos aconteceu em agosto, com a participação de cerda de 20 alunos. Porém, como o tempo não colaborou, nem todos conseguiram realizar a experiência naquele mês. Por isso, os que não se aventuraram se encontraram novamente na Lagoa Clube de Voo Livre, que fica no bairro Sul do Rio.

    Para eles, limitação é apenas mais uma palavra do dicionário, apesar da ansiedade. Pelo menos é isso que afirma a aluna Jaqueline Medina, que tem 15% da visão e é uma entre os quatro desbravadores que saltaram de uma altura de aproximadamente 600 metros.

    Igor Zucchi, professor de orientação e mobilidade, responsável pela atividade, concorda com ela:

    — A gente percebe que as pessoas que praticam atividades como essa começam a se dar conta de que elas podem fazer isso e outras coisas mais. É claro que algumas coisas elas não conseguirão fazer, mas outras elas farão de forma diferente. Na hora da vivência, todo mundo é igual — disse.

    Gostinho de quero mais

    No quarteto de valentes também está Rovelcio Backes, que enxerga 15%, e pelo casal Thaís Regina Rodrigues dos Santos e Sandro Leomar Gonçalves de Oliveira, que são totalmente cegos e aprovaram a modalidade.

    — Foi muito legal. Curti muito é uma sensação indescritível. Eu voaria de novo com certeza — afirmou Oliveira.

    Thaís, que apesar de ter sentido um grande frio na barriga e um pouco de tontura, logo que chegou ao solo não sabia se voaria de novo. Mas assim que a adrenalina baixou um pouco ela mudou de ideia e disse que encarraria a aventura outra vez.

    Backes também aprovou a novidade e fez o pouso mais ousado de todos, com direito a algumas manobras durante a descida.

    — O instrutor me perguntou que eu gostava de algo mais radical e podia fazer umas curvas e eu disse que sim. Foi muito bom. Não me arrependo. Posso ir de novo? — brinca ele.

    voos parapente
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    voos parapente
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