O pequeno Caio, de sete anos, viralizou na internet essa semana ao mostrar para os colegas de sala o que aprendeu durante uma palestra sobre educação sexual. O garoto se ofereceu para ir à frente da classe e responder o que deve ser dito quando alguém tentar encostar nas partes íntimas de uma criança.

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“Não mexe nas minhas partes íntimas”, falou sem pestanejar e em voz alta.

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O episódio ocorreu há cerca de um mês, na escola Walmor Ribeiro, em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí (assista abaixo). Nesta semana a gravação ganhou repercussão ao ser compartilhada milhares de vezes nas redes sociais e receber inúmeros comentários referentes à importância da educação sexual no combate aos abusos.

A mãe do garoto, Tatiana Kloth Gubler, diz que a família está orgulhosa do caçula.

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Ela conta que naquele dia, a turma do 2º ano participou de uma atividade lúdica com a pedagoga Shirlei Silva, que mostrava com sinais verde, amarelo e vermelho em quais partes do corpo da criança o toque é considerado adequado ou não. 

A professora pediu, ao fim da apresentação, voluntários para mostrar o que tinham aprendido.

Caio se prontificou. Fez voz e cara de bravo ao demonstrar os ensinamentos. No fim recebeu até aplausos dos colegas de classe.

A mãe recebeu a gravação da professora e fez questão de publicar nas redes sociais. Tatiana explica que ela e o marido sempre abordam o assunto com os dois filhos, um deles já adolescente prestes a completar 13 anos.

— Eu achei o máximo, porque a gente sempre ensina bastante, deixamos claro que ninguém pode não tocar neles e nem eles, principalmente por serem meninos, não podem tocar em ninguém — afirma.

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Assista ao vídeo do aluno sobre aula de educação sexual

O projeto que Caio participou foi contratado pela Secretaria de Assistência Social de Ibirama e pelo Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, com recursos do Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). Mais de 4 mil alunos, das redes pública e privada, receberam alguma atividade da Oficina de Prevenção ao Abuso Exploração Sexual Infantojuvenil e o impacto foi direto.

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