A primeira apreensão de máquinas de solda irregulares no Porto de Itajaí teve um desfecho nesta quinta-feira (15) com a destruição do material. As autoridades aduaneiras apreenderam no começo deste mês 1.200 equipamentos importados através da análise de risco feita frequentemente pela Receita Federal. Como elas não atendiam às normas técnicas e de segurança exigidas no Brasil, a ação foi adotada.

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No espaço em Camboriú, na tarde de quinta, máquinas destruíram todo o material (assista abaixo). O serviço foi acompanhado por diferentes profissionais, entre eles o advogado Eduardo Augusto, que representou a Associação Brasileira de Soldagem:

— Elas vieram da China e não atendem às normas técnicas e o código brasileiro do consumidor, especialmente sobre o protetor térmico, que é acionado quando a mercadoria atinge um determinado nível de temperatura — explicou o representante.

Isso significa que as máquinas não tinham as proteções necessárias contra incêndio e choque elétrico, por exemplo. O objetivo da Receita Federal foi proteger os consumidores dos riscos à saúde e até de acidentes fatais. Do porto, elas seriam vendidas em todo o Brasil.

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Essa foi a segunda apreensão no país de máquinas de solda irregulares importadas. A primeira, de 20 máquinas, foi em agosto de 2025, no Porto de Santos, em São Paulo.

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Para as autoridades, o volume significativamente maior apreendido em Itajaí mostra a dimensão do problema e a importância do maior controle nos portos. Conforme o delegado da Receita em Itajaí, André Sette e Camara, houve um aumento no fluxo desse tipo de mercadoria para os portos brasileiros, o que exige uma intensificação da fiscalização.