As obras de construção das áreas de escape da Serra Dona Francisca seguem a todo vapor. Nesta terça-feira (3), o serviço iniciou em um dos trechos mais íngremes e de maior fluxo de veículos pesados da rodovia, no Km 17. Já os trabalhos no Km 15 estão em estágio adiantado.

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Conforme a Secretaria da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), a intervenção na SC-418 integra o conjunto de melhorias estruturais voltadas ao aumento da segurança viária na região Norte do Estado. A secretaria ainda afirmou que a obra está “rigorosamente dentro do cronograma”.

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Áreas de escape em SC

A Serra Dona Francisca é um dos principais corredores logísticos do Norte catarinense, ligando o Planalto Norte ao litoral e ao Porto de São Francisco do Sul, com tráfego diário expressivo de caminhões, conforme levantamento da SIE.

Em descidas prolongadas, falhas no sistema de freios de veículos pesados estão entre os principais fatores de risco para acidentes graves. Por isso, as estruturas dos quilômetros 15 e 17 representam um avanço histórico na política de segurança rodoviária do Estado.

— Essas áreas de escape representam um avanço histórico para Santa Catarina. Estamos falando de estruturas que salvam vidas, especialmente de caminhoneiros que enfrentam uma serra longa e exigente. É um investimento em engenharia, mas principalmente em prevenção de acidentes e proteção das pessoas — afirma o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper.

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Como serão as áreas de escape

As duas estruturas seguem padrões de engenharia adotados em rodovias de serra com tráfego intenso de cargas e incluem:

  • Pista de acesso pavimentada, permitindo a entrada controlada de veículos em situação de emergência;
  • Leito de desaceleração com material granular de alta resistência ao rolamento, projetado para reduzir gradualmente a velocidade de caminhões com falha nos freios;
  • Sistema de drenagem profunda e superficial, garantindo desempenho adequado mesmo em períodos de chuva intensa;
  • Dispositivos de contenção lateral, para evitar saída involuntária de veículos da caixa de escape;
  • Sinalização vertical e horizontal específica, além de placas de orientação antecipada ao longo da descida da serra;
  • Área de estabilização ao final do leito de frenagem, destinada à parada total e segura do veículo;
  • O dimensionamento das áreas considera fatores como declividade do trecho, velocidade média dos veículos pesados, volume de tráfego e extensão da rampa de descida, parâmetros fundamentais para garantir eficiência na desaceleração.

Confira como estão os trabalhos na obra