Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra quatro tripulantes da balsa FB-15 pulando no mar instantes antes de a embarcação ser atingida por um navio porta-contêineres de bandeira de Singapura, por volta das 21h30min desta segunda-feira (16). A embarcação bateu em duas balsas que atravessavam o canal do Porto de Santos. Com informações do g1.
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Estavam a bordo da balsa o comandante e três marinheiros, informou a Praticagem, responsável pelo apoio à navegação. Já a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, informou que os tripulantes pularam no mar e nadaram até a margem em segurança.
No vídeo, é possível ver este momento. Os tripulantes nadam até o cais — estrutura fixa de concreto junto à margem, onde os navios atracam —, e pessoas que estavam em terra os ajudam orientando, jogando boias, coletes, puxando os profissionais da água e até mesmo se atirando no mar para realizar o salvamento.
A Praticagem enviou lanchas ao local para auxiliar no resgate. Os profissionais foram retirados da água sem ferimentos.
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Como foi o incidente
O navio Seaspan Empire chegou ao Porto de Santos na noite de segunda-feira, após passagem pelo cais do Rio de Janeiro. Sem espaço para atracar, o porta-contêineres deixava o canal em direção à área de fundeio (espera) quando atingiu duas balsas em frente ao Armazém 35.
De acordo com a Praticagem e a Semil, a FB-15 rebocava a FB-14 — fora de operação e em manutenção — para o lado de Guarujá. Durante o trajeto, ambas foram atingidas e arrastadas pelo navio. As embarcações sofreram apenas danos na proa do casco, a parte dianteira.
Em nota, a Semil informou que acompanha a apuração dos fatos junto às autoridades marítimas. As balsas estão atracadas no lado de Santos, fora de operação e aguardando determinação da Capitania dos Portos. “A travessia de balsas entre as cidades opera normalmente com as demais embarcações da frota”, diz o comunicado.
A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) foi avisada para tomar as providências necessárias. A reportagem acionou a CPSP, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e aguarda posicionamentos.
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