Uma espécie de “Big Brother” da segurança pública tem ajudado a Polícia Militar a recuperar carros furtados. O sistema usa Inteligência Artificial (IA) para identificar veículos e está em funcionamento na praia do Ervino, em São Francisco do Sul. O programa é bancado por 48 patrocinadores voluntários.
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— O Ervino era uma bairro fora do mapa de “São Chico”, era conhecido como lugar de ilegalidades, esconderijo de criminosos, desova de carros furtados, usado para dar o tempo de validar se tinha rastreador ou não. Ao assumir a presidência da Associação de Proprietários e Moradores da Praia do Ervino (Apromover) decidimos profissionalizar a associação de moradores e buscar melhorias, dentre elas a segurança para moradores e veranistas — explica o empresário e presidente da Apromover, Conrad Friesen.
A partir da vontade de mudar o bairro, a associação contratou um serviço de monitoramento com inteligência artificial, o Protenet, que está integrado às polícias em geral de todo Brasil, segundo Friesen.
— O bairro está 100% fechado por câmeras, são dezenas de casos resolvidos nesses quatro anos, furtos, violência doméstica, onde o agressor foi identificado pelo veículo que utilizou, arrombamentos, com os autores presos em flagrante com muito material furtado — conta.
Veículos foram recuperados com sistema de segurança comunitário
Um caso que chamou atenção ocorreu na última semana, quando três veículos furtados em São Francisco do Sul foram flagrados passando pelas câmeras do Ervino. De acordo com o voluntário, a câmera identifica características e as placas dos automóveis furtados, indicando por onde os carros passaram.
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— Eles passaram pelo Ervino [em direção] a um lugar já conhecido de desova. Nenhum passou pela barreira de câmeras inteligentes do Linguado. Com essa informação, a Polícia Militar se dirigiu a um lugar já conhecido para desova e encontraram os três no mesmo local, recuperando e devolvendo os mesmos aos proprietários — destaca Friesen sobre a funcionalidade do sistema.
O presidente da Apromover explica que o projeto funciona por meio da contratação do sistema, pago de forma voluntária por 48 empresas e que nenhuma pessoa civil tem acesso às câmeras.
— Como projeto social, decidi ajudar essa comunidade, sem política, sem interesses, apenas fazer a diferença e isso está trazendo resultados fantásticos, gratificante — diz o presidente da Apromover.
Ervino e outras praias da cidade possuem Selo Bandeira Azul
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