Santa Catarina começou 2026 mantendo a tendência de alta no turismo internacional, apesar de um ritmo mais moderado de crescimento do que no ano passado. Em janeiro, o Estado recebeu 205.115 visitantes estrangeiros, número 3,1% maior do que no mesmo período de 2025, quando foram registrados 198.720 turistas.

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Os dados são da Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo e a Polícia Federal. O resultado indica continuidade da expansão observada no ano passado, quando Santa Catarina teve um salto expressivo de 50% nas chegadas internacionais, passando de 495 mil visitantes em 2024 para 741 mil em 2025.

Turistas por país

Em janeiro de 2026, a Argentina permanece como o maior emissor de turistas para Santa Catarina. Veja o ranking de janeiro:

  • Argentina: 150.042 visitantes
  • Chile: 40.686
  • Uruguai: 3.211
  • Paraguai: 3.016
  • Estados Unidos: 1.201

Brasil também registra alta

No cenário nacional, o Brasil recebeu 1.401.476 turistas internacionais em janeiro de 2026. A Argentina lidera o ranking de visitantes no país, seguida por Paraguai, Chile e Uruguai. Também aparecem entre os principais emissores Estados Unidos, Portugal, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

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Além dos países sul-americanos, houve aumento na procura por destinos brasileiros em mercados considerados estratégicos, como China, Colômbia, Peru, México e Espanha.

— Santa Catarina é um dos destinos favoritos dos estrangeiros, especialmente dos nossos vizinhos sul-americanos — afirma o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

Comerciantes de SC relatam menos turistas argentinos

“Sumiço” dos argentinos?

Um levantamento da Fecomércio SC, divulgado no final de janeiro, mostra que a participação de turistas argentinos em Florianópolis caiu de 39% do total de visitantes no início da temporada passada para 24% neste ano.

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No litoral de Santa Catarina como um todo, a participação de turistas argentinos caiu de 22% no ano passado para 19% neste início de temporada, segundo a Fecomércio. Algumas cidades registraram aumento, como Laguna, que passou de 7% para 20%, e Imbituba, de 9% para 19%. Florianópolis, por outro lado, foi a cidade mais impactada pela retração.

De acordo com a Fecomércio SC, a redução da presença argentina no litoral catarinense está ligada a uma combinação de fatores econômicos. O Índice de Confiança do Consumidor Argentino registrou queda de 1,04% em dezembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024.

Além disso, o endividamento das famílias argentinas passou a representar 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2025, ante 5% no primeiro trimestre do ano.

Outro fator citado é a valorização do real ao longo de 2025. A moeda brasileira acumulou alta de 11% em relação ao dólar no ano passado, tornando o Brasil um destino relativamente mais caro para os argentinos.

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— Na temporada passada, o Brasil estava muito barato para eles. Havia uma diferença grande entre os preços praticados aqui e na Argentina. Neste ano, esse gap diminuiu, o que ajuda a explicar a redução da presença deles nas nossas praias — afirma o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni.

O NSC Total questionou a prefeitura de Florianópolis sobre os motivos para a queda de turistas argentinos na cidade, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Comerciantes de Florianópolis acumulam prejuízos