Existe uma fórmula que ajuda a explicar a queda de turistas argentinos no verão de 2026 em Santa Catarina: os 3M. A teoria foi apresentada pelo secretário de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de Florianópolis, Juliano Pires, durante o programa Conversas Cruzadas, nesta segunda-feira (23), na CBN Floripa.
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Messi
Os argentinos, atuais campeões do mundo, são apaixonados por futebol — e fazem contas. Há uma leitura de que os preços de Florianópolis foram inflacionados, puxados pela expectativa gerada pela temporada de 2025, que foi histórica e fora da curva. Com isso, proprietários de imóveis elevaram os valores de locação para patamares muito acima do ano anterior. Na comparação, com um pouco mais de dinheiro, passa a ser possível viajar para assistir à Copa do Mundo e ver Lionel Messi em campo.
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Milei
A questão cambial também pesa. Em 2026, o cenário está pior do que em 2025 para os hermanos. A economia argentina segue fortemente dolarizada, o que limita o poder de compra no exterior. Além disso, o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou a desvalorização do dólar frente a moedas de mercados emergentes, afetando ainda mais as contas do turista argentino. No pano de fundo, estão as políticas econômicas do presidente Javier Milei.
Mickey
Por fim, há o fator Estados Unidos. O governo Trump, aliado de Milei, iniciou um processo para isentar argentinos da exigência de visto para entrada no país. Com menos burocracia e custos, destinos como a Disney passam a disputar diretamente o turista que antes escolhia o litoral catarinense.
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