A viúva de um artista britânico que morreu após consumir um queijo artesanal contaminado com listeria — bactéria causadora da listeriose, uma infecção alimentar grave — entrou com uma ação judicial contra a fabricante do produto e pede indenização superior a 200 mil libras, o equivalente a R$ 1,3 milhões.
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Roger Parkes morreu em fevereiro de 2023, poucos dias depois de consumir uma seleção de queijos adquirida pela esposa, Carina Parkes, como presente de Dia dos Namorados. O produto foi comprado da The Old Cheese Room Ltd, empresa sediada em Wiltshire, na Inglaterra.
Saiba mais sobre a listeria
De acordo com documentos apresentados ao Tribunal Superior de Londres, a caixa de queijos foi entregue na casa do casal em 10 de fevereiro de 2023. Roger começou a consumir os produtos em 17 de fevereiro e continuou a ingeri-los nos dias seguintes.
Em 21 de fevereiro, uma ambulância foi acionada após ele apresentar um quadro grave de saúde. Roger foi levado ao St Richards Hospital, em Chichester, e, diante da piora do seu estado clínico, transferido em 23 de fevereiro para o Royal Sussex County Hospital, em Brighton, onde recebeu diagnóstico de listeriose.
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Segundo a ação, ele foi tratado pela equipe de doenças infecciosas e recebeu antibióticos, mas não respondeu ao tratamento. Roger Parkes morreu em 27 de fevereiro de 2023.
Um inquérito realizado entre os dias 23 e 25 de setembro de 2024 concluiu que o queijo consumido por Roger estava contaminado com listeria e que o produto não era adequado para consumo humano. A investigação apontou que a contaminação provavelmente ocorreu durante o processo de fabricação. A causa médica da morte foi registrada como falência múltipla de órgãos e meningoencefalite causada por listeria.
Após o caso, a empresa emitiu um recall do queijo Baronet Reblochon, um queijo semimacio produzido com leite orgânico de vacas Jersey. O alerta foi divulgado pela Agência de Padrões Alimentares do Reino Unido em março de 2023. Além de Roger, outras duas pessoas também adoeceram.
A The Old Cheese Room, sediada em Neston Park, Home Farm, em Corsham, Wiltshire, é administrada pela mestre queijeira Julianna Sedli e pelo marido, Karim Niazy. A empresa produz queijos artesanais a partir de leite de um rebanho de vacas Jersey orgânicas.
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Em sua defesa, a fabricante admite que o queijo consumido por Roger estava contaminado com a bactéria, mas nega responsabilidade pela morte. A empresa sustenta que cabe à autora da ação comprovar que a infecção foi a causa do óbito.
Os advogados da defesa afirmam que Roger havia passado por uma extensa cirurgia cardíaca nos meses anteriores à morte, procedimento que incluiu a colocação de um dreno espinhal durante o tratamento de uma sepse causada por Escherichia coli (popularmente conhecida como E. coli) é uma bactéria que habita naturalmente o intestino humano e de animais de sangue quente.
Segundo a empresa, ele apresentava risco elevado de desenvolver paraplegia ou infecções no sistema nervoso central.
A defesa argumenta ainda que a morte pode ter sido consequência de sua condição cardiovascular e das complicações decorrentes da cirurgia, e não da infecção por listeria. Também contesta a alegação de que Roger teria expectativa de vida normal sem a infecção, citando um histórico de insuficiência renal, insuficiência cardíaca, trombose venosa profunda, hipertensão e outros problemas cardiovasculares graves.
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O caso deverá seguir para uma audiência pré-julgamento, caso não haja acordo entre as partes.
Veja fotos do casal
*Com informações do The Sun












