Durante décadas, a palavra “acidente” foi usada para descrever colisões e atropelamentos. Ela se tornou automática no noticiário e na fala cotidiana. O que muita gente não sabe é que essa definição já não é mais adequada.
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Desde 2021, o termo recomendado passou a ser “sinistro de trânsito”. A mudança tenta corrigir uma distorção histórica e mostrar que esses eventos raramente acontecem por pura sorte ou azar.
A resistência à nova nomenclatura ainda é grande. Revisitar os motivos da troca ajuda a compreender por que a linguagem também influencia a forma como lidamos com mortes e ferimentos nas vias brasileiras.
O peso das palavras no debate sobre trânsito
Chamar algo de acidente implica ausência de controle. No trânsito, no entanto, a maioria das ocorrências envolve decisões humanas claras, como imprudência, distração ou desrespeito às regras básicas.
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Quando a linguagem ignora esses fatores, cria-se um distanciamento do problema real. A violência viária passa a ser vista como parte do cotidiano, e não como um fenômeno que pode ser combatido.
Essa escolha de palavras impacta a forma como vítimas, condutores e autoridades interpretam os fatos. O discurso molda a reação social.
Por que sinistro é mais preciso
A revisão da norma técnica brasileira elimina a ideia de evento inevitável. “Sinistro” aponta para causas identificáveis e reforça a noção de que houve falhas ao longo do caminho.
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Essa abordagem está alinhada a políticas de segurança viária que priorizam prevenção. Em vez de aceitar perdas como normais, o foco passa a ser evitar que elas se repitam.
Ao adotar o termo correto, a comunicação se aproxima da realidade enfrentada nas ruas e rodovias do país.
Um debate que segue atual
Mesmo após quatro anos, o uso do termo antigo ainda domina conversas e manchetes. Trazer o tema de volta é fundamental para aprimorar a educação no trânsito e a cobertura jornalística.
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Os dados mostram um cenário persistente de violência, com milhares de mortes anuais. Grande parte delas poderia ser evitada com mudanças de comportamento e políticas mais eficazes.
A linguagem não resolve o problema sozinha, mas ajuda a direcionar o olhar. Reconhecer o sinistro é o primeiro passo para não tratar a tragédia como rotina.
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