Muita gente procura atendimento médico apenas quando surgem sintomas. Mas diversas doenças podem se desenvolver de forma silenciosa durante anos. É justamente por isso que o check-up preventivo se tornou uma das principais estratégias para identificar problemas de saúde precocemente e aumentar as chances de tratamento e controle.

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Segundo o Ministério da Saúde, o check-up não corresponde a um pacote fixo de exames, mas a uma avaliação individual que considera idade, sexo, histórico familiar e estilo de vida.

O objetivo do acompanhamento preventivo é detectar precocemente doenças como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e alguns tipos de câncer, além de orientar hábitos saudáveis e reduzir fatores de risco.

Primeiros dias de vida: quais exames o recém-nascido deve fazer?

Os primeiros cuidados preventivos começam ainda na maternidade. O Ministério da Saúde recomenda uma série de exames capazes de identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, auditivas e cardíacas, permitindo tratamento antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

Entre os principais exames estão:

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  • Teste do pezinho: realizado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida. Identifica doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que podem comprometer o desenvolvimento da criança.
  • Teste da orelhinha: avalia a audição do bebê e possibilita o diagnóstico precoce de perdas auditivas.
  • Teste do olhinho: detecta alterações oculares que podem afetar a visão, como catarata congênita e outras doenças oculares.
  • Teste do coraçãozinho: exame simples que mede a oxigenação do sangue e auxilia na identificação de cardiopatias congênitas críticas.
  • Teste da linguinha: avalia possíveis alterações no frênulo lingual que podem interferir na amamentação, fala e desenvolvimento oral.

Esses exames fazem parte das estratégias de triagem neonatal adotadas no Brasil e são considerados fundamentais para garantir um desenvolvimento saudável desde os primeiros dias de vida.

Infância e adolescência: quais exames ajudam a acompanhar o desenvolvimento?

Durante a infância e a adolescência, os exames são definidos conforme o histórico de saúde e a avaliação médica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os mais comuns incluem:

  • Hemograma completo;
  • Exames de urina;
  • Exames de fezes;
  • Glicemia;
  • Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos);
  • Avaliações hormonais, quando indicadas;
  • Atualização da carteira de vacinação.

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Esses exames ajudam a monitorar o crescimento, identificar anemias, infecções, alterações metabólicas e acompanhar o desenvolvimento geral. 

Dos 20 aos 39 anos: prevenção de doenças silenciosas

Na vida adulta jovem, o foco está na identificação precoce de doenças que muitas vezes não apresentam sintomas.

Os exames mais frequentemente solicitados pelos médicos são:

  • Hemograma completo;
  • Glicemia;
  • Colesterol e triglicerídeos;
  • Aferição da pressão arterial;
  • Exames para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), quando indicados;
  • Avaliações da função hepática e renal, conforme fatores de risco.

Para as mulheres, o acompanhamento ginecológico também ganha destaque, incluindo o exame preventivo do colo do útero (Papanicolau), conforme orientação médica e protocolos do Ministério da Saúde.

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Dos 40 aos 59 anos: quais exames ganham importância?

A partir dos 40 anos, cresce a incidência de doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Por isso, o acompanhamento costuma se tornar mais abrangente.

Entre os exames frequentemente recomendados estão:

  • Glicemia;
  • Hemoglobina glicada;
  • Perfil lipídico;
  • Exames de função renal;
  • Avaliação da pressão arterial;
  • Eletrocardiograma, quando indicado;
  • Exames oftalmológicos periódicos.

Para as mulheres, a mamografia passa a integrar os exames de rastreamento conforme idade e fatores de risco. Já os homens devem discutir com o médico a necessidade de exames relacionados à saúde da próstata.

A partir dos 60 anos: foco na qualidade de vida

Na terceira idade, os exames têm como objetivo monitorar doenças crônicas e preservar a autonomia e a qualidade de vida.

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Os principais incluem:

  • Hemograma completo;
  • Glicemia;
  • Perfil lipídico;
  • Função renal;
  • Avaliações cardíacas;
  • Exames oftalmológicos;
  • Exames auditivos;
  • Densitometria óssea para investigação de osteoporose, quando indicada.

Segundo o Ministério da Saúde, o envelhecimento saudável depende do acompanhamento regular e da adoção de hábitos preventivos ao longo da vida. 

Existe um check-up ideal para todo mundo?

Apesar das recomendações por faixa etária, não existe um check-up universal. O Ministério da Saúde destaca que a escolha dos exames deve considerar fatores como histórico familiar, doenças pré-existentes, hábitos de vida e fatores de risco individuais.

Por isso, a orientação é procurar um médico para definir quais exames são realmente necessários. Além de tornar a prevenção mais eficiente, essa avaliação evita a realização de procedimentos desnecessários.

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