Vale mais a pena viajar de carro, ônibus ou avião dentro de Santa Catarina? Um novo programa estadual prevê a possibilidade de retomada de voos regionais dentro do estado, com passagens estimadas a partir de R$ 450.
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A iniciativa teve edital de licitação publicado na última semana e busca selecionar uma empresa para operar rotas de transporte aéreo de passageiros e cargas entre cidades catarinenses. As propostas podem ser apresentadas até o dia 17 de julho. A empresa vencedora será responsável pela operação das rotas definidas no projeto.
O plano do governo é utilizar a estrutura dos 16 aeroportos públicos existentes em Santa Catarina, a maioria deles regionais.
— Voar da Capital para o Oeste catarinense pode custar a partir de R$ 450. Essa é a proposta do programa VOA + Santa Catarina — disse o governador Jorginho Mello.
Segundo o Estado, parte desses aeroportos passou por obras de modernização nos últimos anos, com reformas, ampliações e instalação de equipamentos para permitir operações regulares.
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— Lançamos um chamamento ao mercado para empresas aéreas interessadas em operar voos regionais no estado. Santa Catarina conta com 16 aeroportos públicos, a maioria deles regionais. Durante anos, esses espaços ficaram sem operações regulares e, em alguns casos, sem uso adequado — afirmou o governador.
A proposta prevê subsídio parcial do governo para reduzir o custo das operações, o que pode refletir no valor das passagens ao consumidor final. De acordo com a estimativa apresentada, algumas rotas podem ter tarifas a partir de R$ 300, dependendo do trecho e da demanda. Um dos exemplos citados é o trajeto entre Caçador e Florianópolis, que poderia ser feito em cerca de uma hora.
A mudança tem por objetivo aproximar as regiões, facilitar o deslocamento e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico e turístico.
A gestão do programa ficará sob responsabilidade da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF). O investimento previsto é de até R$ 22,5 milhões no primeiro ano.
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A frequência dos voos será definida conforme as rotas previstas no edital e poderá variar de acordo com a demanda de passageiros, o que também deve influenciar diretamente na oscilação dos preços das passagens, assim como já acontece na aviação comercial tradicional.

