Dados obtidos pela Polícia Federal apontam que Daniel Vorcaro enviou ao menos R$ 24 milhões para Luiz Phillipi Mourão. Seria o pagamento por todo tipo de “serviço sujo” prestado pelo “Sicário”, como ficou conhecido o braço direito do banqueiro. Entre os trabalhos estariam invasão de sistemas de investigação, ameaças a adversários e a derrubada de conteúdos desfavoráveis ao Banco Master nas redes sociais.
Continua depois da publicidade
A investigação aponta pagamentos mensais a “Sicário” na ordem de R$ 1 milhão. Isso teria perdurado entre 2024 e 2025. Um dos “serviços” prestados ao banqueiro seria verificar se Vorcaro era alvo de algum mandado de prisão contra si no sistema da Interpol, a organização internacional de polícia criminal. Isso ocorreu um mês antes da prisão do banqueiro na Operação Compliance Zero.
“Sicário” não agia sozinho e tinha uma rede de pessoas que acionava para ter acesso às informações. Foi assim com o caso da consulta aos dados da Interpol, segundo a Polícia Federal. Ele acionou um contato por WhatsApp, recebeu uma foto com a informação solicitada e mandou a imagem para Vorcaro dizendo: “A Interpol está limpa. Estamos aguardando o relatório principal do FBI.”
O braço direito do banqueiro para “serviço sujo” cometeu suicídio dentro da cela na sede da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele ficou detido inicialmente na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, mas acabou transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, uma unidade de segurança máxima.
Continua depois da publicidade
Nesta sexta-feira (13), o STF formou maioria para mantê-lo preso.
Quem é Daniel Vorcaro
Relembre o caso do banco Master
O banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da sua situação financeira.
Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes. A primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão aconteceu em 4 de março, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.
Continua depois da publicidade






