Com o calendário eleitoral de 2026 em curso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) reforçam os protocolos de transparência do sistema eletrônico, que neste ano completa 30 anos. O ponto central é o Teste de Integridade, auditoria pública no dia da eleição para verificar a confiabilidade do software das urnas e a correta contabilização dos votos.

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O rito é estritamente técnico e segue normas consolidadas, como a Resolução TSE nº 23.673/2021, que estabelece os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema.

Substituição de urnas e guarda vigiada: o rito da véspera

A primeira etapa ocorre na véspera da votação. Em cerimônia aberta, as urnas que passarão pelo teste são escolhidas por sorteio aleatório ou por indicação das entidades fiscalizadoras. Conforme registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essas máquinas são retiradas de seções eleitorais reais e substituídas por equipamentos de reserva, garantindo que o fluxo de votação dos eleitores não seja interrompido.

Após o sorteio, as urnas são transportadas sob escolta e permanecem em local monitorado até o início do certame. Segundo a Justiça Eleitoral, todo o trajeto e a permanência das urnas são passíveis de acompanhamento por fiscais de partidos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público (MP).

Votação paralela: entenda o batimento de dados entre papel e urna

No domingo de eleição, em locais de acesso público e sob monitoramento por câmeras, voluntários realizam a votação simulada:

  1. Cédula física: antes do teste, representantes de entidades preenchem cédulas de papel com votos em candidatos que constam na urna.
  2. Sincronia: cada voto da cédula de papel é digitado na urna eletrônica e, simultaneamente, registrado em um sistema de apoio isolado.
  3. Correção: o processo é gravado integralmente para permitir auditoria posterior de cada tecla pressionada.

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Passo a passo: como funciona a auditoria das urnas

Boletim de urna vs. cédula: como é feita a conferência dos votos

Ao encerramento da votação, às 17h, a urna emite o Boletim de Urna (BU). A validade do teste reside na comparação direta: o total de votos registrado no BU deve ser idêntico à soma das cédulas de papel processadas durante o dia.

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Teste de Integridade possui “fé pública” e funciona como evidência técnica da segurança do processo. Para as Eleições de 2026, o Teste da Urna 2025 indicou que segurança, robustez e transparência reforçam a confiabilidade das urnas eletrônicas, sem registros de falhas que comprometam votos ou resultados, segundo as Comissões Avaliadora e Reguladora do evento.

A fiscalização também extrapola as fronteiras nacionais. De acordo com o Jornal Nacional, na eleição passada o Brasil recebeu cerca de 100 observadores internacionais, reforçando o padrão de acompanhamento externo que integra o ciclo de transparência do sistema eletrônico de votação.

Segurança no voto

O sistema eleitoral brasileiro sustenta sua segurança em um arcabouço que une auditorias técnicas e fiscalização independente. O pilar central é o Teste Público de Segurança (TPS), obrigatório desde 2015, que submete os softwares a inspeções abertas no ano anterior ao pleito — ciclo que se intensificou em 2025 em razão do cronograma das Eleições Gerais de 2026.

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Em conformidade com esse cronograma,  o ciclo de controle foi intensificado ao longo de 2025, que assegura que o software passe por rigoroso estresse técnico antes da lacração digital definitiva. Segundo as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abertura do sistema a investigadores externos é a garantia normativa da integridade e transparência do voto.