O voto no exterior sempre foi visto com um certo “preconceito” pelas pessoas que vivem o cotidiano no Brasil sob o argumento de que quem reside fora do país não sente as consequências diretas de suas escolhas nas urnas. No entanto, com a crescente polarização entre direita e esquerda — acentuada pelo embate entre bolsonaristas e lulistas — cada voto passou a ser disputado e os votos dos brasileiros que vivem no exterior entraram nessa disputa. 

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Porcentagens nas Últimas Eleições

O voto vindo do exterior amplia a participação democrática dos brasileiros residentes fora do país. Nas eleições gerais de 2018, houve 500.727 eleitores aptos no exterior, em 171 localidades de 99 países. Em 2022, o total subiu para cerca de 697 mil (recorde histórico), também em 181 cidades. 

O Crescimento de participantes aptos aumentou 39,21% de 2018 para 2022. Esse número acontece, em grande parte, por conta da melhoria no cadastro e logística consular, que facilitaram o acesso ao processo eleitoral.

Procedimentos de Regularização (TSE)

Brasileiros no exterior regularizam via Título Net Exterior, acessível no Portal do TSE . As opções incluem alistamento, transferência para zona eleitoral externa, revisão de dados ou regularização de título cancelado/suspenso, com comprovante de residência fixa há mais de 3 meses.

  • Prazo: em 2026, até o dia 6 de maio, ou seja, 151 dias antes do 1º turno em 4 de outubro;​
  • Documentos necessários: RG, CPF, passaporte e comprovante de residência; o envio acontece de forma virtual pelo Título Net Exterior;
  • Restrições: residentes fora do Brasil votam apenas par ao cargo de Presidente da República, a biometria não é obrigatória.​

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*Editado por Nicoly Souza.