O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais usado do mundo e uma das joias da coroa da Meta, empresa comandada pelo bilionário Mark Zuckerberg, iniciou em 2026 os testes de uma versão paga do serviço, batizada de WhatsApp Plus. A iniciativa, em fase beta restrita à Europa e ao México, oferece funcionalidades extras aos usuários dispostos a pagar uma assinatura mensal, mas não substitui a versão gratuita do aplicativo, que segue funcionando normalmente para todos os usuários. A novidade foi antecipada pelo site especializado WABetaInfo, que acompanha atualizações do WhatsApp ao redor do mundo, e confirmada por portais como Canaltech, Pplware e Portal 6.
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O que é o WhatsApp Plus
O WhatsApp Plus é uma camada premium opcional sobre o aplicativo regular, destinada a usuários que querem mais recursos e personalização. A assinatura pode ser interrompida manualmente a qualquer momento, e os valores praticados na fase de testes são:
- Europa: € 2,49 por mês (aproximadamente R$ 14,60 na cotação atual)
- México: 29 pesos mexicanos por mês (aproximadamente R$ 8,34)
Na prática, o plano oferece um conjunto de funcionalidades que vinham sendo pedidas por usuários frequentes do aplicativo, especialmente os que lidam com muitas conversas simultaneamente, caso de profissionais autônomos, equipes comerciais e criadores de conteúdo.
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O que muda para quem assina
Entre as funcionalidades anunciadas no WhatsApp Plus, destacam-se:
- Até 20 conversas fixadas na tela inicial (o limite do WhatsApp tradicional é de apenas três conversas fixadas)
- Figurinhas animadas exclusivas
- Temas personalizados para a interface do aplicativo
- Personalização de toques e notificações específicas por chat
- Configurações em lote, permitindo aplicar ajustes a várias conversas de uma só vez
Os recursos foram desenhados para melhorar a organização, a personalização e a experiência visual do aplicativo. A Meta descreve o WhatsApp Plus como uma alternativa para quem busca uma experiência mais customizada, sem alterar o funcionamento básico do serviço para o restante dos usuários.
O WhatsApp gratuito continua disponível normalmente
Este ponto é importante: o WhatsApp tradicional, que hoje está instalado em praticamente todos os smartphones do Brasil, continua funcionando normalmente e gratuitamente. Enviar mensagens, fazer ligações de voz e vídeo, compartilhar arquivos, criar grupos, usar o status e todas as demais funções básicas permanecem disponíveis sem qualquer tipo de cobrança. O WhatsApp Plus é um serviço adicional, que o usuário só paga se quiser, e que, no Brasil, ainda nem está disponível.
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A criptografia ponta a ponta, uma das principais características do aplicativo em termos de privacidade, também segue sendo oferecida gratuitamente a todos os usuários, independentemente da assinatura.
Quem pode testar agora e quando chega ao Brasil
No momento, o WhatsApp Plus está restrito a um grupo específico de usuários beta na Europa e no México, inicialmente para dispositivos Android. Segundo a Meta, os sistemas iOS (iPhone) devem receber a versão após a conclusão dos testes em Android.
A Meta ainda não divulgou uma data para o lançamento global do plano, incluindo o Brasil. A estratégia da empresa é ajustar o desempenho do serviço a partir do feedback dos usuários beta antes de abrir a assinatura para outros mercados. Em um país como o Brasil, onde o WhatsApp tem penetração superior a 90% dos usuários de smartphone, segundo o Datafolha, qualquer mudança no modelo de negócio do aplicativo tende a gerar grande repercussão. Por enquanto, não há nenhum movimento concreto para a chegada do plano pago por aqui.
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O contexto: Meta diversifica fontes de receita
A criação do WhatsApp Plus se encaixa em uma estratégia mais ampla da Meta de diversificar receitas dos seus aplicativos além da publicidade. Desde a compra do WhatsApp pela empresa, em 2014 por US$ 19 bilhões, o aplicativo passou por várias etapas de monetização experimental, incluindo o WhatsApp Business para pequenas empresas, as mensagens pagas para empresas (business messaging) e, agora, o modelo de assinatura premium para usuários finais.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem uma fortuna pessoal estimada em cerca de R$ 1,01 trilhão (aproximadamente US$ 205 bilhões), segundo a revista Forbes, um dos patrimônios individuais mais altos do mundo. A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, figura consistentemente entre as cinco maiores companhias de tecnologia do planeta em valor de mercado.
Um novo modelo, mas ainda sem mudança para o brasileiro
No ritmo atual dos testes, a chegada do WhatsApp Plus ao Brasil, se acontecer, pode levar meses. Enquanto isso, a versão gratuita segue sendo a realidade da maioria esmagadora dos brasileiros — e, por enquanto, não há sinal de que os recursos premium sejam incorporados gratuitamente ao aplicativo original. Para quem tem interesse em acompanhar a evolução do serviço, as principais novidades costumam ser antecipadas por sites especializados como WABetaInfo, antes mesmo dos anúncios oficiais da Meta.
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Se ou quando a assinatura chegar ao Brasil, ela será, assim como na Europa e no México, uma opção adicional, e não uma cobrança imposta. E se o preço seguir a tabela aplicada na Europa, os brasileiros pagariam algo em torno de R$ 14,60 por mês por acesso às funcionalidades premium, mantendo o uso regular do WhatsApp gratuito como sempre foi.
