O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), disse nesta segunda-feira (18) que ainda não falou com Flávio Bolsonaro (PL) após as críticas feitas por ele pelo o vazamento de mensagens do senador com Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A declaração foi dada durante a participação dele no Conexa 2026, evento que ocorre em Florianópolis.
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Em um vídeo publicado na noite de quarta-feira (13), logo após a divulgação das mensagens entre Flávio e Vorcaro, Zema disse que a conduta de Flávio foi “imperdoável” e um “tapa na cara do Brasil”. A fala foi alvo de críticas por setores do Novo e do PL.
— Eu recebi uma ligação dele, eu estava retornando do exterior na quinta-feira (14) à noite e enquanto você está em voo, o telefone não funciona. Assim que eu aterrizei, vi que ele tinha me ligado, liguei para ele, não atendeu. E deixei um recado que estaria à disposição dele. Isso na sexta-feira de manhã quando eu cheguei no aeroporto de Guarulhos. E eu, até o momento, não recebi nenhum retorno dele — disse Zema.
Ele afirmou que não se arrepende da postagem.
— De jeito nenhum, continuo indignado. Eu moro em Belo Horizonte, eu acho que ele não me procurou porque ele sabe da minha postura. Desde que eu entrei eu falei: “No meu governo não vai ter corrupção”.
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Zema disse ainda que irá apoiar qualquer candidato que esteja no segundo turno contra o PT.
— Eu acho até que se tivesse um candidato muito ruim contra o PT, eu apoiaria esse candidato ruim, porque eu sei que ele não ia ser tão ruim quanto o PT — falou.
“Estão querendo desvirtuar o problema”
Na mesma entrevista, Zema também disse que as críticas à declaração dele contra Flávio Bolsonaro (PL) querem “desvirtuar o problema”.
— O que aconteceu é que eu que concorro a presidente é, me posicionei a respeito do meu concorrente a presidência também e não afeta em nada. Nós temos aliança no Paraná, no Paraná pouco se falou em Goiás, nem se falou sobre isso. Então são pessoas que estão querendo desvirtuar o problema. O Adriano (Silva, pré-candidato do Novo na chapa de Joginho Mello, do PL) foi um excelente prefeito em Joinville e tem todas as condições de ser um vice-governador, como já foi feito. Então, alianças são feitos em cada região de acordo com o cenário — disse Zema.
As críticas partiram do próprio diretório do Novo em Santa Catarina, que classificou o vídeo publicado pelo mineiro nas redes sociais, na última quarta-feira (13) como “precipitado e desnecessário”, e também da deputada federal Julia Zanatta (PL-SC), que sugeriu que o PL desfizesse alianças com o Novo em todos os estados.
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