O pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo-MG) disse não se arrepender das críticas ao adversário na corrida presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O ex-governador de Minas Gerais reagiu logo após a divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro, em maio deste ano, afirmando que a revelação seria “imperdoável” e um “tapa na cara” aos brasileiros.
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Zema afirmou que costuma prezar pela coerência e que não poderia aplaudir “alguém que se envolveu com aquele banqueiro bandido”. A fala ocorreu em entrevista ao SBT News. O ex-governador mineiro defendeu investigações sobre a Operação Compliance Zero, que analisa o caso Master, e disse que nunca teve relação com a família Vorcaro, mesmo ela também sendo de Minas Gerais.
— Assombração sabe para quem vai aparecer, e para mim ela não apareceu. Mas lá em Brasília, ele encontrou um campo muito fértil — afirmou.
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Zema minimizou os atritos que as críticas a Flávio Bolsonaro causaram dentro do Partido Novo. O partido, que tem alianças com o PL de Flávio Bolsonaro em vários estados, fez queixas ao posicionamento de Zema contra Flávio. O ex-governador mineiro chegou a ser “vetado” em um evento do Novo em SC, onde PL e Novo também estão alinhados para a eleição de 2026.
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— Até com esposa a gente diverge, o que dizer de quem é do mesmo partido — contemporizou.
Zema também afirmou não temer desdobramentos dos ataques que fez a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi questionado pelo ministro Gilmar Mendes após vídeos nas redes sociais com críticas aos magistrados.
O caso Master
O chamado Caso Master ganhou repercussão nacional após a tentativa de venda de parte das operações do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), anunciada em março de 2025. A operação levantou questionamentos sobre a situação financeira da instituição comandada pelo empresário Daniel Vorcaro, especialmente em relação à estratégia agressiva de captação de recursos por meio de títulos de renda fixa com rentabilidade acima da média do mercado.
O episódio extrapolou rapidamente a esfera financeira e se transformou em um dos principais escândalos políticos do país ao revelar a extensa rede de relações cultivada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Brasília. As investigações da Polícia Federal identificaram contatos frequentes com autoridades dos Executivo, Legislativo e Judiciário. O material apreendido aponta que o banqueiro mantinha interlocução com integrantes do governo, da oposição, do Centrão e do Judiciário, ampliando as suspeitas sobre o uso de influência política para proteger os interesses da instituição.













